Hip-Hop - A Cultura Marginal

Texto do livro de Jéssica Balbino é inserido em livro didático do Estado Rio Grande do Sul

TRAFICANDO CONHECIMENTO

Entrevista com a jornalista e escritora mineira Jéssica Balbino, militante do movimento hiP-hop, representante da nova literatura marginal brasileira

FEMININA EM FOCO

"Em meio a tantas armas que eles podem escolher no jogo real do “matar ou morrer”, o hip-hop escolhe a maior de todas as armas: a cultura. Uma cultura marginal, mas que não é propriedade dos grandes, não é da elite nem da burguesia. É a cultura de quem foi capaz de criá-la e levá-la adiante. É a cultura das ruas, do povo” (Jéssica Balbino)

PERIFERIA EM MOVIMENTO

Mineira multifacetada. Assim definimos Jessica Balbino, que é autora do livro “Traficando conhecimento”, jornalista e assessora de imprensa. Abaixo, uma entrevista que fizemos com ela.

Jéssica Balbino participa de livro coletivo de “Poetas do Sarau Suburbano”

Jéssica Balbino é jornalista e escritora, nasceu e vive em Poços de Caldas, mas permanece antenada com o que acontece pelas periferias do Brasil. O primeiro livro foi escrito com sua parceira Anita Motta,“Hip-Hop – A Cultura Marginal”. Ela também participou da coletânea “Suburbano Convicto – Pelas Periferias do Brasil”, organizado por Alessandro Buzo em 2007

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Dois anos de MUDANÇA com o projeto "Um Brinde"

Cena da gravação do clipe em Campinas (SP). Foto: Márcio Salata 
'Vamo brindar?'

Dia de comemorações, de lembra que há exatos dois anos dávamos início a uma ação que ganhou o país e até mesmo locais do exterior e que começou com uma conversa informal, uma estratégia sobre qual a melhor data para lançar um videoclipe que invade esferas como saúde, educação e trânsito. Sem falar, é claro, na arte e na cultura. O "Um Brinde" nasceu assim, e em poucos dias, fizemos todo corre para gravar uma chamada, autorar um DVD, colocar um menu, traduzir a letra toda para o inglês, gravar e imprimir o DVD, fazer capinhas pra ele, organizar lançamentos, enviar os discos para todos os pontos do Brasil e estar presente em boa parte das ações e lançamentos. Foram mais de 200 pontos, mil DVDs distribuídos gratuitamente e um sem número de pessoas beneficiadas pela ação.

 Em algum momento das discussões do clipe. Foto: Vras77

Fora isso, recebemos prêmios, reconhecimento, olhares de gratidão e o mais importante: fizemos a nossa parte. Não por qualquer objetivo por trás, mas por abraçar uma causa e fazê-la com amor. Fazer a coisa acontecer no melhor estilo 'nós por nós'. E deu certo. Como o Renan Inquérito disse em uma entrevista: fizemos o que nenhum ministério fez. E posso ser polêmica e dizer que fizemos o que ninguém do hip-hop fez: entramos em locais que antes nos fechavam as portas, como Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores e a dos Deputados, além das escolas, presídios e festivais.




Pudemos falar para crianças, jovens, dependentes químicos, pessoas em conflito com a lei, o público do rap, do rock, do reggae, do samba, enfim. Falamos uma língua única, porque foi dita e feita de coração.
Hoje - 18 de fevereiro - chegamos há dois anos da ação e ela não para. Recentemente foi premiada pelo edital Agente Jovem, do Ministério da Cultura, reconhecida como uma das ações de transformação da juventude no país. E a luta continua. Ela segue a cada dia, a cada execução da música, a cada play no vídeo, a cada pessoa que nos procura e pede uma ação referente ao projeto.
Sou muito feliz e orgulhosa por fazer parte desta ação e por ter ajudado a escrever mais esta parte do hip-hop brasileiro de uma maneira prática.  Não sei se dá para comemorar, mas é inevitável não ficar feliz ao saber que um projeto pode mudar a vida de muitas pessoas, como pude ouvir e presenciar nestes 730 dias de "Um Brinde".
Apesar de todos enroscos, de muitas brigas, discussões, desentendimentos... existe sempre muita amizade e cumplicidade e a eterna vontade de fazer MUDANÇA ;)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Renan Inquérito durante recebimento de medalha pelo trabalho com hip-hop



Homenagem da Câmara Municipal de Nova Odessa - SP

fotos: Márcio Salata

Com 27 anos, o rapper, poeta e geógrafo Renan Inquérito foi o destaque da Câmara Municipal de Nova Odessa - SP - cidade onde vive - na noite de quarta-feira (29), durante o recebimento da detalha Dr. Carlos José Arruda Botelho em razão dos relevantes serviços prestados à cidade.
O mais novo a receber a condecoração, Renan Inquérito chamou a atenção por conta dos trabalhos feitos envolvendo cultura, há mais de 10 anos, tempo em que está a frente do grupo Inquérito.
Música, entretenimento, campanha de combate ao alcoolismo, incentivo a leitura, oficinas e workshops com crianças e adolescentes, inclusive em conflito com a lei foram alguns dos pontos que levaram o vereador Vagner Barilon a indicá-lo para esta homenagem.

Vereador Vagner Barilon e Renan Inquérito durante recebimento da medalha


Renan Inquérito

A frente do grupo Inquérito desde 1999, Renan pratica, hoje, o conceito empregado no disco mais recente - MUDANÇA - e por meio dos videoclipes Um Brinde gerou uma ação realizada em mais de 200 pontos de todo país e cinco no exterior e com o projeto #PoucasPalavras, que inclui um clipe e um livro tem percorrido o país com oficinas, workshops, palestras e shows.
Para 2012, prepara o documentário "Cada Canto Um Rap, Cada Rap Um Canto", tratando das regionalidades presentes em áreas distintas do país.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Renan Inquérito recebe medalha por trabalho com hip-hop


Rapper é homenageado pela Câmara Municipal de Nova Odessa-SP

Informação, campanha de combate ao alcoolismo, incentivo a leitura e muito entretenimento através da música. Este é um resumo das atividades do rapper, geógrafo e poeta Renan Inquérito, que na noite desta quarta-feira (29) recebe a medalha de mérito Dr. Carlos José de Arruda Botelho, na Câmara Municipal de Nova Odessa - SP em razão dos relevantes serviços prestados à cidade.
Morador do município, o Renan utiliza o hip-hop como ferramenta para dialogar com os mais variados púbicos e por conta dos recentes trabalhos a frente do Inquérito, conquistou a admiração dos parlamentares da Câmara Municipal da cidade em que vive e será condecorado pelas ações prestadas.
A frente do grupo Inquérito desde 1999, Renan pratica, hoje, o conceito empregado no disco mais recente - MUDANÇA - e por meio dos videoclipes Um Brinde que gerou uma ação que foi realizada em mais de 200 pontos em todo país e cinco no exterior e #PoucasPalavras, tem percorrido o país em oficinas, workshops, palestras e shows.
No final de 2011 lançou também o livro de poesias também intitulado #PoucasPalavras.
Para 2012, prepara o documentário "Cada Canto Um Rap, Cada Rap Um Canto" tratando das regionalidades presentes em áreas distintas do país.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Um Brinde: uma campanha ousada, independente e de resultado


“Enquanto você assiste a esse vídeo, 14 pessoas morrem, no mundo, vítimas de problemas ligados ao álcool”. Esta é uma das muitas estatísticas que aparecem no videoclipe Um Brinde, do grupo Inquéritoe foi, justamente, pensando nisso que o grupo lançou, há um ano, o projeto Um Brinde e, o que seria apenas um material audiovisual transformou a missão do grupo, literalmente, em Mudança – título do terceiro álbum – e deixou de ser apenas entretenimento, transformando-se numa campanha mundial contra o alcoolismo.

“O Um Brinde tem a cara do Inquérito. É contundente e desafiador. Um soco na cara da mesmice, do medo de falar de assuntos polêmicos, afinal, todo mundo fala mal da polícia, dos políticos, das drogas, mas poucos assumiram uma postura declarada contra as bebidas alcoólicas, até porque a maioria bebe. O álcool é a primeira peça do efeito dominó que atinge as periferias do Brasil e é o desencadeador de problemas familiares, violência, uso de drogas e acidentes”, dispara o líder e MC do grupo, Renan Inquérito.

E é justamente essa postura que levou o grupo a uma dimensão na imaginada. O videoclipe, que tem roteiro e direção de Vras77 foi inserido na campanha Um Brinde, quando o grupo casou as datas de lançamento com a Semana Nacional de Combate ao Alcoolismo, fazendo com que o vídeo percorresse, numa única semana, mais de 200 pontos de exibição em todos estados do Brasil e cinco em outros países como Portugal, Cuba, Guiné Bissau, EUA e Inglaterra.

Hoje, um ano depois, a mudança não para por aí. Ações, palestras, workshops, relatos comoventes e contundentes, incursões em Fundações CASA e um saldo positivo: utilizar o rap, o audiovisual e uma rede de contatos para colocar em prática uma campanha ousada, inédita e que funcionou.


Em 2011, o Inquérito realizou exibições durante Semana da Juventude, na cidade de Canoas – RS, completando uma série de ações que incluem o projeto/campanha.

O vídeo foi também premiado no festival nacional de cinema, o Curtamazônia, na cidade de Porto Velho – RO, além de ter sido exibido na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados em Brasília – DF, durante a Comissão Especial sobre as Causas e Consequências do Consumo Abusivo de Bebida Alcoolica.

Além disso, o grupo já esteve presente em várias cidades e estados, fazendo exibições e palestras sobre a campanha, passando pelo Paraná, Rio Grande do Sul, Sudeste e Norte do Brasil.

O objetivo é atingido quando o grupo se depara com declarações como a da supervisora de comunicação Vívian Bárbara Camargo, 31 anos, que acompanhou toda divulgação da campanha pelo twitter e se sensibiliza, por já ter perdido pessoas importantes. “Agradeço, de coração, ao grupo Inquérito. Só eu sei o quanto campanhas como esta são importantes”, destaca.

Na parte audiovisual o clipe também tem agradado, foi exibido no festival de cinema Cine Cufa no Rio de Janeiro e chegou a final do concurso internacional Caixa de Clips, sendo exibido em todos os países da América Latina, a partir da TAL TV.

A música Um Brinde também já foi usada também num curta metragem produzido por estudantes de uma escola estadual de Ilhéus, na Bahia. O filme 2 lados da Moeda 2: sem país das maravilhas foi, inclusive, premiado pela trilha sonora no Festival Baiano de Cinema.

E as premiações e referências ao clipe, a música e ao projeto não se encerram por aí, durante as gravações, feitas em Nova Odessa, Santa Bárbara D´Oeste e Campinas, o fotógrafo Márcio Salata acompanhou o processo e um de seus cliques lhe renderam uma menção honrosa no 2º Prêmio Top Etanol.

No entanto, na contramão das premiações, a principal conquista, na ótica do grupo Inquérito, um ano depois de instalada a campanha e com pretensões de ser expandida para mais este ano, o mais importante foi o diálogo estabelecido com o povo e o poder público. “Realizamos ações em conjunto com secretarias de saúde, trânsito e educação, oficinas nas Fundações Casa e em escolas. Um Brinde não ficou restrito as ondas do rádio, nos levou até os lugares, nos possibilitou trocar ideias frente a frente com todos os tipos de pessoas, como políticos, educadores, autoridades, alunos, gente simples. Tudo isso sem palco, sem distância. Falávamos e depois éramos questionados também, ou seja, houve um diálogo, coisa que o show muitas vezes não possibilita. Estamos muito contentes com o resultado da campanha”, finaliza Renan Inquérito.


Assista ao videoclipe Um Brinde





Assista ao videoclipe de premiação no Festival CurtAmazônia





terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um ano de #MUDANÇA

No último dia 20 de novembro - Dia da Consciência Negra - o terceiro álbum do INQUÉRITOMUDANÇA completou um ano nas ruas e mostrando a que veio, colocando em prática o conceito de sair do ostracismo e, através de ações, popularizar o que se propõe com nome do disco. 
Como a pessoa responsável pela comunicação do grupo - Jéssica Balbino - , tomo a liberdade de postar aqui uma resenha que fiz, quando o álbum ainda não tinha saído e não lembro mais por qual motivo, não publiquei. 
De algum modo, não posso deixar morrer algo que escrevi com tanto carinho e a empolgação diante do novo. Acho que cada linha, representa, de fato, o que é a Mudança do grupo. 


Inquérito: o rap como música, protesto e consciência

por Jéssica Balbino 

MUDANÇA. Para melhor. É com esta palavra, com este aviso - que no significado literal alerta para a modificação com energia para acontecer - que o Inquérito mostra a que veio e faz barulho no cenário do hip-hop brasileiro, onde destoa dos demais grupos pelas características das composições e beats escolhidos.
Depois de mostrar que é Mais loco que u barato, o grupo determina que realmente Um Segundo é Pouco e traz o anúncio a toda cena: o rap é o troco.
Não adianta pedir socorro, correr e tentar se esconder”. A MUDANÇA chegou, com 20 faixas, seis delas com participações especiais, que mostram o grupo mais maduro e consciente.
Inquérito três vezes para vocês. É assim que o líder do grupo, que logo na introdução do álbum faz um trocadilho: meu nome é Inquérito, meu vulgo é Renan”, gosta de apresentar o novo trabalho ao público.
Da geração da mudança, o CD que levou mais de um ano para ser feito promete revolucionar regras, padrões, pensamentos e pessoas, apresentando ao Brasil uma nova forma de fazer música.
O objetivo é conquistado logo na primeira faixa, Mister M. A poesia em forma de canção, sobre uma base bem trabalhada. Para Renan, que antes de ser rapper já arquitetava poesia, fazer músicas com uma só letra, como é o caso desta canção, é um desafio. Adoro brincar com as palavras e fazer um som assim é legal por não repeti-las e ter conteúdo, rima, sentido, define o rapper que no primeiro trabalho já brindou o público com a poesia, transformada em canção, O C Consegue Cada Coisa.
E por falar em poesia, o CD vem recheado delas. Num interlúdio que sucede a faixa gravada com o RAPadura, o grupo brinca com as palavras e marcas comuns no Brasil, numa crítica à falsa liberdade de escolha que o povo tem.
Nossa população quer MUDANÇA”, é o que diz a participação do rapper nordestino, tecendo no CD outra crítica social, referindo às grandes empresas ganham dinheiro nas costas do povo através das propagandas, da política e das contas como água, luz e impostos. O salário que vai e não volta faz alusão ao fato de que os brasileiros se tornam número, transformados em códigos de barras.
No entanto, a poesia não termina por aí, o que mostra ainda mais o conteúdo crítico do Inquérito.
Poucas Palavras vêm como uma homenagem aos poetas e escritores da literatura marginal, lembrando que hoje os saraus que acontecem no gueto são alternativas contra a marginalização de quem vive do hip-hop ou em comunidades carentes.
O senso do grupo prevalece em faixas como Miséria, em que Renan usa do conhecimento como geógrafo formado para listar marcas, países e costumes, ligando-os à falta de estrutura no Brasil, onde a miséria realmente prevalece. Nesta, que é a música mais forte do disco, o grupo mostra o porquê de trazer o Inquérito” no nome e lembra os ouvintes do compromisso do rap: a crítica social.
E como criticar é uma das principais funções do rap, a canção Na Noite critica a desigualdade no país, a pobreza, as drogas e tudo que pode ser encontrado entre o período noturno, tanto de bom como de ruim.
O que a música feita originalmente no gueto tem a ver com a filosofia? Essa é apenas uma parte da MUDANÇA, que revela também o lado filosófico do Inquérito. Ao lado do grupo paulistano Cagebê, a faixa Penso, logo existo remete ao filósofo René Descartes. Com pequenas histórias particulares contadas na letra, os grupos dividem experiências vividas na zona norte de São Paulo, por locais - ou vilarejos, como diz Cagebê –- da região, como a favela do Flamengo. Na batida alto astral, a letra dedicada a cada gênio do beco” é um incentivo aos que pensam, criam e realizam mesmo na periferia.
Meu super herói é o nome de uma das faixas, que se assemelha muito com a canção que consagrou Inquérito nacionalmente. Falando do pai, o grupo nos faz lembrar da música Dia dos Pais e tem uma batida que remete, invariavelmente, à saudade da infância e daqueles que já se foram.

Mostrando que a maturidade chegou mesmo e que depois de um segundo, da mudança, ainda virão muitos outros numa trilha que se constrói em bases verdadeiras de um rap feito de coração, a canção Um brinde engana pelo nome e não comemora nada. Faz pensar. Remete o ouvinte a uma reflexão sobre o álcool e a propagação midiática sobre a "socialização" da bebida.

E as surpresas não param. Som de ladrão também surpreende pelo nome e, diferente do que se espera do rap, não faz uma alusão ao crime. Pelo contrário, critica os ricos e políticos que contribuem para um Brasil cada vez mais marginal. O duplo sentido do título acompanha todo som que tem a participação de Realidade Cruel.
Mais um trocadilho faz parte do novo álbum. A faixa Nego Negô, com a participação de DBS, brinca com o bordão do rapper e com alusões à história do país, dos negros e ainda da África. A composição feita por Renan lembra que saúde, cultura, informação, esporte, emprego e educação” também continuam sendo negadas aos negros”.
A parte nostálgica do CD fica por conta das músicas Voz do Coração, que representa a briga do próprio coração com o dono”, Com Você, que fala especificamente de amor, e Saudade, que conta dos amigos, conhecidos e entes queridos que já se foram, assim como o tempo da infância, que, de fato, deixa saudade.
E ainda nesse tema, a faixa Hip-Hop não para dá charme ao disco e mostra a preocupação do Inquérito com o conhecimento dentro da cultura. Contando parte da história do movimento, a composição gravada sobre uma base com colagens de vinis e ritmo de bailes black do início da década de 1980 traz rimas bem feitas e homenagens aos pioneiros da cultura.
Um toque, ou aviso, é dado ao público em faixas como Se Liga, Hora de Levantar, Já Demorô, com participação de Emicida e Pode ser diferente, com participação de Dexter. Com letras positivas e de alto astral, as canções lembram a luta de cada um dentro da cultura, na vida, na periferia e a importância em fazer a própria história através do caminho do bem.
E este é apenas o terceiro disco. Uma parte da MUDANÇA anunciada no final desta primeira década do novo século. Quando tudo era negado, foi preciso mudar (...) tudo isso sem a força das armas, só com a força da palavra (...)”. Para refletir e, sem dúvida, MUDAR!



Além desta resenha - gigante - trago também uma retrospectiva em vídeo, uma vez que neste um ano, o Inquérito lançou três videoclipes e fez duas campanhas diferentes, além de um trabalho profissional. 

O primeiro videoclipe, com direção de Vras77, Mister M, gravado nas ruas do centro de São Paulo e na favela do Flamengo, na Zona Norte da capital. 





Filmado na região de Campinas, interior de São Paulo, a obra audiovisual também teve a direção de Vras77. Para dar vida ao roteiro, foram usados como locação o pátio da EMDEC, em Campinas, a Usina Furlan em Santa Bárbara D´oeste e o bar No Canto, em Nova Odessa.
Após a filmagem o clipe se tornou uma campanha mundial de combate ao alcoolismo, com exibições em 170 pontos de todo Brasil, passando por Câmaras de vereadores, Assembleias Legislativas, universidades, pontos de cultura, escolas, espaços ligados ao hip-hop e saraus.  O clipe chegou ainda a cinco países como Inglaterra, Cuba, Portugal, EUA e Guiné Bissau, levando o Inquérito a um patamar internacional. 



Com o videoclipe #UmBrinde o grupo chegou também ao Festival Nacional de Cinema CurtAmazônia, na cidade de Porto Velho - RO 



O mais recente projeto mescla literatura com rap e dialoga com os escritores da dita literatura marginal ou divergente, além de homenagear aqueles que, de certa maneira, estão escrevendo a nossa própria história, ou seja, a história do hip-hop. 

TEASER 1




TEASER 2



VIDEOCLIPE


sábado, 13 de agosto de 2011

Inquérito realiza debates sobre Um Brinde em Canoas - RS

Grupo participa de debates sobre o impacto do álcool na sociedade durante Semana da Juventude em Canoas – RS


Dentro do projeto Um Brinde, originado da música de mesmo nome, cujo clipe foi lançado na Semana Mundial de Combate ao Alcoolismo, o grupo Inquérito realiza quatro palestras na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, na segunda e terça-feira (15 e 16 de agosto).
A ação faz parte do Canoas Viva, que integra a programação da 5ª Semana da Juventude do município e o vocalista do grupo Renan Inquérito, o backing vocal, Pop Black e o diretor do videoclipe, Vras77, realizam debate sobre o impacto do álcool na sociedade.
O videoclipe já foi exibido mais de 170 pontos no Brasil e cinco no exterior, sendo que, recentemente, foi exibido e debatido na Comissão Especial sobre as Causas e Consequencias do Consumo Abusivo de Bebida Alcoólicas em Brasília e em São Paulo, além de ter sido premiado no Festival Nacional de Cinema Curtamazônia, na cidade de Porto Velho – RO.



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Inquérito e Vras77 têm clipe premiado no Festival Curtamazônia


Abaixo, matéria sobre o Festival Curtamazônia que participei, junto com Renan Inquérito e Vras77, onde o videoclipe Um Brinde foi premiado. Dias de muito trabalho e também muito interessantes na Amazônia. Vale a pena conferir o texto, as fotos e o vídeo. 


Videoclipe “Um Brinde” é premiado em festival nacional de cinema realizado na Amazônia


O videoclipe “Um Brinde”, lançado em fevereiro deste ano teve um destaque especial durante todo o Festival Curtamazônia que aconteceu na última semana na cidade de Porto Velho – RO.
Mesmo sem dispor da categoria videoclipe, o organizador do festival, Carlos Levy, apostou no material dirigido porVras77 e incorporou o clipe à programação da mostra, que foi realizada entre os dias 1º e 7 de agosto na praça Madeira Mamoré, no centro da capital rondoniense.


Videoclipe "Um Brinde" foi exibido durante todos os dias do Festival
Acho importante atrelar o social com o audiovisual e foi isso que senti quando conheci o trabalho do grupo Inquérito, que traz uma letra forte, um tema bem trabalhado e imagens muito boas. Por conta disso, resolvemos aderir a campanha de combate ao alcoolismo”, diz Levy.


Vras77 e Renan Inquérito exibem troféu recebido no Curtamazônia
A exibição oficial do videoclipe aconteceu na última sexta-feira (5 de agosto), na praça onde o evento foi realizado e o vocalista do grupo, Renan Inquérito, ao lado do diretor do clipe, Vras77 e da jornalista Jéssica Balbino, que idealizou a campanha, explicou como tudo foi feito até se tornar uma campanha e respondeu a perguntas dos participantes, que fizeram questionamentos sobre alcoolismo, música e sobre a produção cinematográfica do material.
A organização do festival pretende, no próximo ano, incluir a categoria videoclipe na competição e premiação.

Carlos Levy comenta sobre o videoclipe "Um Brinde"

Sobre o clipe
O videoclipe foi gravado entre as cidades de Nova Odessa, Campinas e Santa Bárbara D´Oeste, no interior de São Paulo e já percorreu mais de 170 pontos do Brasil e cinco do exterior, como Cuba, Guiné Bissau, Londre, Nova York e Lisboa.
No mês de julho foi exibido também na Câmara dos Deputados, durante a Comissão Especial sobre Bebidas Alcoólicas.
As cópias do DVD, distribuídas entre os pontos de exibição, tiveram ajuda da Prefeitura Municipal de Poços de Caldas para serem confeccionadas.

Confira o vídeo gravado durante o Festival Curtamazônia


Serviço – Mais sobre o grupo Inquérito pode ser acessado através do site www.grupoinquerito.com.br. Já sobre o festival de cinema no site http://www.curtamazonia.com/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

RAP BRASILEIRO

Videoclipe “Um Brinde” ganha destaque em festival nacional

Grupo Inquérito exibe videoclipe “Um Brinde” em festival nacional de cinema na Amazônia


Gravado entre as cidades de Santa Bárbara D´Oeste, Nova Odessa e Campinas, o videoclipe “Um Brinde”, do grupo de rap Inquérito ganha destaque no festival nacional de cinema Curtamazônia.



O evento acontece em Porto Velho, Rondônia e o clipe conquistou espaço pela temática: os problemas da indústria do álcool, desde o plantio da cana-de-açúcar até o etanol que move os carros, e os efeitos que as bebidas alcoólicas podem causar foi lançado em fevereiro deste ano, junto com a Campanha Nacional de Combate ao Alcoolismo e foi exibido em 170 pontos em todo Brasil, além de cinco países no exterior como Cuba, Guiné Bissau, Londre, Nova York e Lisboa.


A direção ficou por conta de Vras77 e a idealização da campanha com a jornalista Jéssica Balbino.
Recentemente o trabalho foi exibido também na Câmara dos Deputados, durante uma reunião da Comissão Especial sobre Bebidas Alcoólicas.
As cópias do DVD, distribuídas entre os pontos de exibição, tiveram ajuda da Prefeitura Municipal de Poços de Caldas para serem confeccionadas.


A exibição do material dentro do festival acontece na sexta-feira (5) e estarão presentes o líder do grupo, Renan Inquérito, o diretor, Vras77 e de Jéssica Balbino, que devem realizar um debate sobre a produção e veiculação do videoclipe.


Serviço – Mais sobre o grupo Inquérito pode ser acessado através do site www.grupoinquerito.com.br. Já sobre o festival de cinema no site http://www.curtamazonia.com/

quarta-feira, 6 de abril de 2011

EDUCAFRO

 "É desse jeito, trago no peito, a esperança, a fé, a coragem, sede de #Mudança" (Renan Inquérito)

O trecho acima é de uma das minhas músicas preferidas de rap. Hip-Hop Não Para, no CD #Mudança do grupo Inquérito. Apesar de ser uma faixa que quase ficou de fora do disco, é uma das que eu mais gosto. Pela letra, pelo beat, pelo flow, enfim, porque, de fato, o hip-hop vive e não para.
Acabei de chegar em casa após uma palestra no Educafro sobre hip-hop e comunicação. Estou rouca, de tanto que falei.


A intenção era exibir o documentário Conexão Cultural SP e o clipe Um Brinde, mas um problema no sistema de som da sala de aula deixou sem áudio os equipamentos, o que inviabilizou as exibições. Resultado, falei por quase duas horas, respondendo perguntas dos alunos.
Foi bem legal, porque batemos um papo interessante. Todos se mostraram bastante interessados pelo tema e entraram na discussão, mesmo sem serem adeptos da cultura.



Procurei contextualizar a cultura, falar sobre como surgiu, o que é e enfatizei a parte do conhecimento. Rolaram algumas discussões, questionamentos e mesmo sem o som, o professor que me convidou, Daniel Souza Luz, que também é jornalista, fez questão de exibir o clipe Um Brinde e eu falei um pouco de como surgiu o projeto, a campanha e a ideia inicial.




O que eu gosto, nas palestras, é o feedback. É saber que algumas pessoas já entraram no meu blog, outras vão entrar, algumas vão ler meu livro, outras vão procurar saber, enfim. É bom porque rola uma troca de experiências e eu posso falar sobre o que eu gosto, que é o conhecimento.
Quando a Helô, da Aeroplano sugeriu o nome do livro, talvez não tivesse feito tanto sentido quanto hoje, quando eu saio, realmente, por aí, traficando o conhecimento.
E sim, isso me fez feliz. Muito feliz.

Acho que por mais que eu tente contextualizar, não consigo expressar como é bom viver o hip-hop. Fazer parte dee e ajudar a escrever parte dessa história, fazendo uso da profissão, da atuação, da minha maneira de produzir algo que julgo construtivo para o mundo.
A cada oficina me sinto mais completa !!!



Aproveito o meu texto para agradecer aos alunos do Educafro, ao professor Danilo Souza Luz, por ter me convidado e aos meus amigos, Juliana Martins (fiel escudeira 01) e ao Ricardo Saraiva, que mais uma vez foi comigo, dando total apoio ao hip-hop e ao conhecimento !


PAZ !
Jéssica Balbino