Hip-Hop - A Cultura Marginal

Texto do livro de Jéssica Balbino é inserido em livro didático do Estado Rio Grande do Sul

TRAFICANDO CONHECIMENTO

Entrevista com a jornalista e escritora mineira Jéssica Balbino, militante do movimento hiP-hop, representante da nova literatura marginal brasileira

FEMININA EM FOCO

"Em meio a tantas armas que eles podem escolher no jogo real do “matar ou morrer”, o hip-hop escolhe a maior de todas as armas: a cultura. Uma cultura marginal, mas que não é propriedade dos grandes, não é da elite nem da burguesia. É a cultura de quem foi capaz de criá-la e levá-la adiante. É a cultura das ruas, do povo” (Jéssica Balbino)

PERIFERIA EM MOVIMENTO

Mineira multifacetada. Assim definimos Jessica Balbino, que é autora do livro “Traficando conhecimento”, jornalista e assessora de imprensa. Abaixo, uma entrevista que fizemos com ela.

Jéssica Balbino participa de livro coletivo de “Poetas do Sarau Suburbano”

Jéssica Balbino é jornalista e escritora, nasceu e vive em Poços de Caldas, mas permanece antenada com o que acontece pelas periferias do Brasil. O primeiro livro foi escrito com sua parceira Anita Motta,“Hip-Hop – A Cultura Marginal”. Ela também participou da coletânea “Suburbano Convicto – Pelas Periferias do Brasil”, organizado por Alessandro Buzo em 2007

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terça-feira, 29 de outubro de 2013

#DiadoLivro

Hoje é #DiadoLivro e eu queria aproveitar, ao compartilhar este link, para dizer que eu tenho TODO ORGULHO DO MUNDO por fazer parte da #LiteraturaMarginal e por conhecer, olho no olho, muitos dos que fazem a #MUDANÇA com as próprias mãos por meio da força da palavra.
Quero dizer que lugar de literatura é na rua, nos botecos, nas quebradas, na sala de estar, na cesta básica, no meio do pão, na ladeira, na chuva forte, no sarau que nós precisamos reiventar, já que tudo nos foi negado.
Então, quero pontuar que eu tenho MUITO ORGULHO de ser amiga - pessoal e de letras - de quem escreve. De quem declama. De quem toma a poesia de assalto. De quem trafica conhecimento. De quem vende pó (esia). De quem faz concurso literário para crianças de escolas públicas. De quem faz letra de rap dentro do presídio. De quem faz mostra cultural da periferia para a periferia. De quem quebra qualquer tipo de bloqueio, parede, muro social invisível, muro de Berlim. De quem transpõe o que nos impuseram e pela força da palavra faz meu mundo melhor. E neste mundo melhor, posso transformar também o de outras pessoas.
Então, feliz #DiadoLivro a quem lê, a quem escreve, a quem sabe lidar com a palavra. A quem não caga regra, mas vai lá e faz. A diferença. A mudança. O que pode ser melhor.
Sei que é um caminho longo e difícil. Mas é a nossa história. E como diz Inquérito: 'Se a história é nossa, deixa que nóis escreve'.
Sem mais. Um beijo a todos vocês que me fazem sentir orgulho e ter fé no dia a dia. Muita poesia.





terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Jéssica Balbino participa de antologia "Pode Pá que é Nóis que Tá"


Sarau dos Mesquiteiros publica primeira antologia

Com 54 escritores, a antologia organizada por Rodrigo Ciríaco será lançada no próximo sábado

Compartilhar a paixão pela literatura. Esse foi o primeiro objetivo do projeto Literatura (é) possível, criado em 2006 pelo educador e escritor Rodrigo Ciríaco, numa escola pública da zona leste da periferia de São Paulo.

Pode-se dizer que o trabalho está dando certo. Em 2009 surgem Os Mesquiteiros, coletivo cultural formado por jovens e adolescentes da comunidade do Jardim Verônia (Ermelino Matarazzo) que fortalecem e dão nova dinâmica ao projeto. E agora em 2012, entre saraus, encontros literários, espetáculos teatrais e a criação de um selo literário, surge então a primeira antologia do Sarau dos Mesquiteiros: “Pode pá que é nóis que tá”. A expressão cotidiana dá título a obra de poesia e prosa que reúne 54 autores, sendo 30 homens – sete nunca publicados – e 24 mulheres – 16 nunca publicadas.

Com o projeto gráfico feito por Silvana Martins (Sarau da Ademar), a obra é viabilizada com recursos do programa VAI e contempla não somente o livro, como oficinas de literatura e teatro, bem como o recém-lançado livro de contos, o “100 mágoas” do autor e criador do projeto, Rodrigo Ciríaco.

O livro chega então dividido em quatro capítulos que trazem, expressamente, títulos de canções do rap nacional como “Antigamente Quilombos, Hoje Periferia”, do grupo Z´África Brasil. “Ainda Há Tempo”, do Criolo. “Vida Loka”, dos Racionais MCs e “Fogo no Pavio”, do rapper e também poeta GOG.

“Além de acreditar que os títulos tem uma relação com o conteúdo de cada capítulo, foi uma maneira de homenagear e lembrar a cultura hip-hop e a sua importância para o movimento de literatura marginal – periférica”, destaca Ciríaco.





A miscelânea de estilos e autores fica por conta da diversidade, onde os estreantes, hoje com 12 ou 13 anos de idade encontram-se com já consagrados autores, com até 20 anos de estrada. “Pode Pá que é Nóis que Tá” é uma obra única por isso. “Respeitamos a caminhada, a história de todos, por isso, ao invés de destacá-los por suas histórias, destacamo-los por seus contos, seus poemas. Por seu trabalho literário. Aqui, isso é o que conta, o que importa.E todos são igualmente importantes. Pois todos escrevem a literatura possível. todos mostram que a literatura é possível”, enfatiza o idealizador.

Desta forma, o livro é também uma referência para se trabalhar em escolas, associações e saraus que apresentam a diversidade literária, se transformando num multiplicador do projeto Literatura (é) Possível.




Assista um vídeo sobre o Sarau dos Mesquiteiros







Serviço - O lançamento do livro acontece no próximo sábado – 25 de fevereiro – das 17h às 20h no Sarau dos Mesquiteiros na Escola Estadual Franco Mesquita, localizada a rua Venceslau Guimarães, 581, Ermelino Matarazzo.

Mais informações podem ser obtidas nos sites www.mesquiteiros.blogspot.com e www.efeito-colateral.blogspot.com



domingo, 15 de janeiro de 2012

Rodrigo Ciríaco lança livro e faz sarau na Alemanha



Após lançar a obra “100 Mágoas” em Berlim, Rodrigo Ciríaco realiza agora uma edição alemã do Sarau dos Mesquiteiros

fotos:Brunela Succi

“Nóis é ponto e atravessa qualquer rio”. Foi com esta frase que o escritor Rodrigo Ciríaco anunciou uma edição especial do Sarau dos Mesquiteiros, que vai acontecer no próximo dia 25 de janeiro em Berlim, na Alemanha.


Neste caso, a literatura marginal cruzou oceanos e chegou pela segunda vez na Alemanha. O evento acontece na A Livraria Berlim, onde Ciríaco lançou na quinta-feira (12) o livro “100 Mágoas” , que é um mosaico de várias histórias que abordam a problemática política e social da babilônia brasileira: a pobreza, o descaso e a violência policial. No entanto, o livro não limita-se ao “mais do mesmo”. Traz também tensões conjugais, emocionais. Tudo isso carregado de lirismo. Sem deixar de lado o cinismo.O trabalho tem prefácio de Marcelino Freire e orelha de Érica Peçanha. O projeto gráfico ficou por conta de Silvana Martins.



Durante a ação, o autor falou um pouco sobre a origem do livro, sobre a importância do financiamento da obra por meio de um edital público do município de São Paulo ( Programa VAI) e sobre o trabalho coletivo feito na elaboração de um novo selo editorial, o Um Por Todos, além da diversidade de temas e personagens presentes nos contos: a pessoa em situação de rua, uma mulher condenada injustamente, o pai revoltado no leito do hospital sem atendimento para a filha, as traições e rejeições amorosas, a babá vingativa contra o bebê, entre outros.

Foram feitas as leituras de dois contos do seu livro: “Maria”, que aborda uma história uma mulher acusada injustamente de matar a filha com cocaína em sua mamadeira e “Sem Mágoas”, conto este que faz referência ao título do livro e que aborda o desabafo de uma mulher ao seu ex-namorado.



Uma pergunta de destaque foi sobre a “visceralidade” dos contos, ou do que Rodrigo gosta de chamar, “literatura de estômago”. Como se faz com tantas histórias, o que ela provoca no autor? “Gastrite”, foi a primeira resposta, seguida de risada dos presentes. “Mas por isso que não me considero muitas vezes um escritor, pois não gosto de escrever sobre qualquer coisa, mas aquilo que me pega pelo estômago, por baixo. Escrever é necessário para eu me sentir vivo”, declarou.

Ao final, foi recitado o poema “Periafricania”, de Gaspar (Z´África Brasil) e os presentes convidados a tomar um vinho, conhecer mais o trabalho e conversar com o autor.


O local onde aconteceu o lançamento, que teve tradução e moderação da pesquisadora Ingrid Hapke (Universidade de Hamburgo – ALE) e vai acontecer o sarau trata-se de um espaço especializado em literatura afro-luso-brasileira e que já recebeu nomes da literatura brasileira como Marcos Lopes, Ruy Castro, Ignácio de Loyola Brandão, João Ubaldo Ribeiro e o veterano da cena contemporânea/periférica, Ferréz.


O autor e o Sarau dos Mesquiteiros

Rodrigo Ciríaco é escritor, educador e também autor do livro de contos “Te Pego Lá Fora” (Edições Toró, 2008) e participou da coletânea francesa “Je Suis Favela”, com contos traduzidos e publicados pela Editora Anacoana em 2011.


O Sarau dos Mesquiteiros acontece semanalmente no Jardim Verônica – Ermelino Matrarazzo, na zona leste de São Paulo, com o tema “Um por Todos, Todos por Um”, procurando valorizar o trabalho coletivo, solidário e cooperativo, além do protagonismo juvenil.

Serviço – Mais informações sobre o livro podem ser obtidas através do link: http://www.efeito-colateral.blogspot.com/

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Escritor da periferia brasileira lança livro na Alemanha

Rodrigo Ciríaco é educador da rede pública em São Paulo, escritor da literatura periférica e lança o livro “100 mágoas” em Berlim


O educador e escritor Rodrigo Ciríaco, da periferia da zona oeste de São Paulo lança nesta quinta-feira (12) em Berlim, na Alemanha, o livro de contos “100 Mágoas”.
A obra é um mosaico de várias histórias que abordam a problemática política e social da babilônia brasileira: a pobreza, o descaso e a violência policial. No entanto, o livro não limita-se ao “mais do mesmo”. Traz também tensões conjugais, emocionais. Tudo isso carregado de lirismo. Sem deixar de lado o cinismo.O trabalho tem prefácio de Marcelino Freire e orelha de Érica Peçanha. O projeto gráfico ficou por conta de Silvana Martins.

O evento de lançamento acontece na “A Livraria” , um espaço especializado em literatura afro-luso-brasileira e que já recebeu nomes da literatura brasileira como Marcos Lopes, Ruy Castro, Ignácio de Loyola Brandão, João Ubaldo Ribeiro e o veterano da cena contemporânea/periférica, Ferréz.

Além do lançamento, haverá também leitura e tradução de alguns contos para o alemão, que contam com a mediação da pesquisadora Ingrid Hapke (Universidade de Hamburgo – ALE) que está finalizando um doutourado em letras sobre a literatura marginal.

Ciríaco, que já escreveu o livro de contos “Te Pego Lá Fora” (Edições Toró, 2008) , chega agora com esta nova proposta e o “100 Mágoas” foi lançado, no Brasil, em dezembro de 2011, percorrendo vários saraus das periferias de São Paulo (Cooperifa, Binho, Elo da Corrente, Suburbano Convicto, Mesquiteiros, Ademar), além da Balada Literária. O autor visitou também o Sarau Bem Black, na Bahia, onde fez o lançamento.

Contudo, esta não é a primeira experiência internacional de Ciríaco. Em 2011 ele esteve na Alemanha e visitou a mesma livraria, onde lançou o primeiro livro e fez leituras dos contos da obra “Te Pego Lá Fora”.

A outra experiência internacional aconteceu com a publicação na coletânea de contos “Je suis favela” (Editora Anacoana, 2011), ao lado de outros escritores como Alessandro Buzo, Sacolinha, Ferréz e Marcelino Freire.

Sobre o “100 mágoas”

100 Mágoas é um livro de contos. Que poderiam muito bem ser chamados de uivos. Gritos. Abafados. E que não se permitiam mais ficar calados.

Do mendicante, refletindo sobre a gozolândia cultural na Babilônia. E com fome de justiça na barriga.

Da mãe, execrada em rede nacional, abusada e violentada na escuridão de uma cela, pra depois ser declarada inocente.

Da favelada, que tem por sonho um piso para o seu barraco. Um piso. Só isso.

Do índio, que não aceita mais ser explorado.

100 Mágoas é o rasgo no véu da mordaça dos oprimidos: pretos, pobres, periféricos. Dos brancos. E suas vidas miseráveis. Nossas vidas.

100 Mágoas é também um livro de amor. Sangrado. Sagrado. Profano. Abusado. Traído. Mal resolvido. Mal amado. Marcado.

Aliás, 100 Mágoas é isso: o registro de muitas marcas. Histórias, mágoas. Colhidas nos jornais, retiradas do estômago e das memórias. Latejantes. Dolorosas. Pra que fique bem claro por que lutamos. Por que bradamos, por que insistimos. Por que protestamos. Por que escrevemos. Ainda com revolta. Apesar de muitos acharem ser esta uma estação fora de moda.

100 Mágoas é isso. Um livro de lembranças. Literais e literárias.

Porque recordar é viver. E lembrar é resistir.

Serviço – Mais informações sobre o livro podem ser obtidas através do link: http://www.efeito-colateral.blogspot.com/

Assista a interpretação musicada do texto "100 mágoas" no projeto Marginaliaria






quarta-feira, 19 de outubro de 2011

100 MÁGOAS - RODRIGO CIRÍACO - COOPERIFA

É HOJE


LANÇAMENTO: 

QUARTA-FEIRA
19 DE OUTUBRO DE 2011
BAR DO ZÉ BATIDÃO
4a MOSTRA CULTURAL DA COOPERIFA

RUA BARTOLOMEU DOS SANTOS, 797, CHAC. SANTANA









100 Mágoas é um livro de contos. Que poderiam muito bem ser chamados de uivos. Gritos. Abafados. E que não se permitiam mais ficar calados.

Do mendicante, refletindo sobre a gozolândia cultural na Babilônia. E com fome de justiça na barriga.

Da mãe, execrada em rede nacional, abusada e violentada na escuridão de uma cela, pra depois ser declarada inocente.

Da favelada, que tem por sonho um piso para o seu barraco. Um piso. Só isso.

Do índio, que não aceita mais ser explorado.

100 Mágoas é o rasgo no véu da mordaça dos oprimidos: pretos, pobres, periféricos. Dos brancos. E suas vidas miseráveis. Nossas vidas.

100 Mágoas é também um livro de amor. Sangrado. Sagrado. Profano. Abusado. Traído. Mal resolvido. Mal amado. Marcado.

Aliás, 100 Mágoas é isso: o registro de muitas marcas. Histórias, mágoas. Colhidas nos jornais, retiradas do estômago e das memórias. Latejantes. Dolorosas. Pra que fique bem claro por que lutamos. Por que bradamos, por que insistimos. Por que protestamos. Por que escrevemos. Ainda com revolta. Apesar de muitos acharem ser esta uma estação fora de moda.

100 Mágoas é isso. Um livro de lembranças. Literais e literárias.

Porque recordar é viver. E lembrar é resistir.








SOBRE O AUTOR:








Rodrigo Círiaco é educador e escritor. Coordena há cinco anos em uma escola pública da periferia de São Paulo o projeto de incentivo a leitura, escrita e criação artística, Literatura (é) Possível, na qual desenvolve oficinas de literatura e teatro, encontros com poetas e escritores e mensalmente o Sarau dos Mesquiteiros,  que acontece todo último sábado de cada mês, na própria escola (www.mesquiteiros.blogspot.com).

Autor do livro de contos “Te Pego Lá Fora” (Edições Toró, 2008), participou de vários outros trabalhos como convidado, sendo o último a tradução de alguns de seus contos para o francês no livro “Je Suis Favela” (Anacaona Editions, 2011). É criador e editor do blog Efeito Colateral (www.efeito-colateral.blogspot.com), além de registrar participações em eventos culturais e literários da rede SESC, Itaú Cultural e FLIP (Festa Literária de Paraty) 2011. Em 19 de outubro lança o seu segundo livro de contos, “100 Mágoas”, no bar do Zé Batidão, durante o sarau da 4ª Mostra Cultural da Cooperifa.

Assista ao vídeo "100 Mágoas" na Cooperifa







Outros lançamentos previstos:

SARAU DO BINHO: segunda, 24 de outubro, 21hs
SARAU BEM BLACK (BA): quarta, 26 de outubro, 19hs
SARAU DOS MESQUITEIROS: sábado, 29 de outubro, 18hs
SARAU SUBURBANO: terça, 08 de novembro, 20hs
SARAU ELO DA CORRENTE: quinta, 10 de novembro, 19hs
SARAU PAVIO DA CULTURA: sábado, 12 de novembro, 19hs
SARAU DA ADEMAR: domingo, 13 de novembro, 18hs
BALADA LITERÁRIA: domingo, 20 de novembro, 17hs
SARAU DA BRASA: sábado, 03 de dezembro, 19hs
CDC TIDE SETUBAL: sexta, 09 de dezembro, 19hs


Apoio:

 Rodrigo Ciríaco: @rodrigociriaco