Hip-Hop - A Cultura Marginal

Texto do livro de Jéssica Balbino é inserido em livro didático do Estado Rio Grande do Sul

TRAFICANDO CONHECIMENTO

Entrevista com a jornalista e escritora mineira Jéssica Balbino, militante do movimento hiP-hop, representante da nova literatura marginal brasileira

FEMININA EM FOCO

"Em meio a tantas armas que eles podem escolher no jogo real do “matar ou morrer”, o hip-hop escolhe a maior de todas as armas: a cultura. Uma cultura marginal, mas que não é propriedade dos grandes, não é da elite nem da burguesia. É a cultura de quem foi capaz de criá-la e levá-la adiante. É a cultura das ruas, do povo” (Jéssica Balbino)

PERIFERIA EM MOVIMENTO

Mineira multifacetada. Assim definimos Jessica Balbino, que é autora do livro “Traficando conhecimento”, jornalista e assessora de imprensa. Abaixo, uma entrevista que fizemos com ela.

Jéssica Balbino participa de livro coletivo de “Poetas do Sarau Suburbano”

Jéssica Balbino é jornalista e escritora, nasceu e vive em Poços de Caldas, mas permanece antenada com o que acontece pelas periferias do Brasil. O primeiro livro foi escrito com sua parceira Anita Motta,“Hip-Hop – A Cultura Marginal”. Ela também participou da coletânea “Suburbano Convicto – Pelas Periferias do Brasil”, organizado por Alessandro Buzo em 2007

segunda-feira, 26 de março de 2012

Inquérito realiza abertura da Semana da Juventude de Americana



Grupo insere, mais uma vez, o hip-hop em ambientes educacionais durante Semana da Juventude

Referência para crianças, jovens e adultos, por onde passa, o grupo Inquérito conquista pela responsabilidade social do trabalho envolvendo o hip-hop.

Por conta disso, o grupo é o convidado para a abertura da Semana da Juventude de Americana, no interior de São Paulo, que acontece nesta terça-feira (27) a partir das 19h no auditório da faculdade Unisal.

Com o tema “Poesia e Internet”, o rapper Renan Inquérito, que recentemente lançou seu primeiro livro de poesias, o #PoucasPalavras, deve discursar sobre a importância da rede mundial de computadores na difusão do hip-hop pelo mundo. A exemplo disso fica o lançamento do livro, que aconteceu, primeiramente, via twitcam para todo Brasil, reunindo mais de 600 pessoas, em tempo real, num bate-papo com o autor e também com o fotógrafo do livro, o artistaMárcio Salata.




Durante o evento haverá também destaque ao projeto “Um Brinde”, que em 2011, através da internet, conseguiu se disseminar por pelo menos 200 pontos de exibição em todo Brasil e em cinco no exterior, como Cuba, Guiné Bissau, EUA, Inglaterra e Portugal.

Para o término da atividade, o músico, poeta e geógrafo, Renan Inquérito, que estará acompanhado de Pop Black, também do grupo Inquérito, promete uma surpresa.



Vale lembrar que esta não é a primeira vez que o grupo Inquérito participa de Semanas da Juventude pelo país. Em 2011, esteve presente em várias delas, inclusive na primeira edição da que aconteceu em Canoas, no Rio Grande do Sul, quando o grupo percorreu várias escolas, levando o hip-hop para o ambiente estudantil.

Serviço – Mais informações sobre o trabalho do grupo Inquérito podem ser obtidas no sitewww.grupoinquerito.com.br

sábado, 24 de março de 2012

LINHAS PERIFÉRICAS

as nossas linhas da periferia

Não sei nada sobre o documentário abaixo. Exceto que a turma que o fez, aparentemente, alunos da Metodista de SP, escolheu um nome excelente. Porque as Linhas Periféricas que nos regem são exatamente estas mesmas e os meus amigos, que estão presentes neste documentário, nos saraus das quebradas de São Paulo e nos diálogos que vão exatamente ao encontro daquilo que penso/sinto/almejo/existo, afinal, é de arrepiar assistir tudo isso, com tanto sentimento.
E a parte mais legal, na fala da Heloísa Buarque de Hollanda, vemos meu livro, ao fundo, na estante, ao lado de outros volumes da coleção Tramas Urbanas, da editora Aeroplano.

Literatura Marginal,eu te amo, sua linda !
Sem mais, o documentário fala por mim e pelo nosso movimento:




Linhas Periféricas from Luiz Marin on Vimeo.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Jéssica Balbino na revista VIRAÇÃO

Jornalista e escritora é entrevistada sobre cultura marginal

Entrevista por Enderson Araújo, Jéssica Balbino aparece nesta edição da revista VIRAÇÃO, numa matéria sobre a cultura das periferias.
Enquanto escritora da literatura marginal, ela figura na reportagem ao lado de Renan Inquérito, Toni C., Sérgio Vaz, RAPadura e os principais saraus do Brasil, como Cooperifa, Suburbano Convicto, etc.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Sérgio Vaz, Jéssica Balbino e Renan Inquérito no livro #amoSP458anos

Autores da literatura marginal estão presentes na coletânea de microcrônicas "Uma São Paulo de Todos - #amoSP458anos" do Santander


Em janeiro deste ano, o Santander lançou um desafio no twitter. Reunir 458 microcrônicas dos usuários da rede social para presentear a maior metrópole brasileira no aniversário de 458 anos. Daí surgiu a publicação "Uma São Paulo de Todos - #amoSP458anos". Entre escritores, personalidades, blogueiros, jornalistas e adeptos do twitter, a literatura marginal marcou presença.

O escritor @marcelinofreire incentivou a rede de amigos a enviar os tuítes e entre os selecionados, estão o escritor e criador da cooperira, @poetasergiovaz, a escritora e jornalista de Minas Gerais, @jessicabalboino e o rapper e poeta@RENAN_INQUERITO.


Poeta Sérgio Vaz participa do livro coletivo


Os três fazem uso constante da rede social para divulgar os próprios trabalhos e deixar fluir os sentimentos e pensamentos. Em dezembro de 2011, o rapper @RENAN_INQUERITO lançou o livro #PoucasPalavras, assim mesmo, com hashtag, numa clara alusão à rede social, além de ter feito o primeiro lançamento nacional via twitcam.

O rapper Renan Inquérito é adepto do twitter e lançou o próprio livro via twitcam




O @poetasergiovaz também já manifestou o desejo de reunir os micropensamentos numa publicação e enquanto a ideia não ganha corpo, segue tuitando e compondo através dos 140 caracteres.
Já a jornalista @jessicabalbino, apesar de viver em Poços de Caldas (MG), já declarou o amor por São Paulo na rede diversas vezes e numa delas, inclusive, foi destaque na TV Minuto da Band, indo parar nos metrôs da capital.

Apesar de viver em Minas Gerais, a jornalista Jéssica Balbino já declarou várias vezes seu amor por SP



A publicação está disponível para download e revela os sentimentos dos brasileiros para São Paulo.


[CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O LIVRO]


Serviço - Para saber mais, acesse o link: http://www.santander.com.br/document/wps/TweetBookSP.pdf




ENFRENTAMENTO


Comemorações marcam Dia Mundial da Síndrome de Down

Apae realiza evento com gincana e comemorações para celebrar o Dia Mundial da Síndrome de Down


por Jéssica Balbino

Para o Jornal Mantiqueira


Antes de Kamilly nascer, Ione Nadu, 32 anos, não sabia o que era conviver com alguém que tem Síndrome de Down - distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcial – e hoje, sete anos depois, engaja-se na luta pelo fim do preconceito contra os portadores da doença.

A síndrome, caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal e associada a dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial é, normalmente, identificada no nascimento da criança.

Atualmente, no Brasil, existem cerca de 300 mil portadores da síndrome e entre eles, Kamilly, que mesmo sem ainda saber, engaja-se, com a família, na luta pela aceitação da doença, principalmente hoje, dia em que é comemorado o Dia Mundial da Síndrome de Down, marcado por comemorações em todo o país. “Quando a Kamilly nasceu, apresentava vários problemas de saúde e somente depois de três anos em tratamento é que conheci os grupos de convívio via internet, outras mães e resolvi me unir a elas e abraçar a causa”, conta.



Hoje ela participa de dois grupos virtuais com pais de todo Brasil e até mesmo alguns de outros países. “Faço parte dos grupos Happy Down e Algo em Comum, além de ser colaboradora do Projeto 21, da fotógrafa Flávia Alves, que desmistifica a Síndrome de Down e combate o preconceito através da imagem”, relata Ione.

Ela conta também que entre a luta, o principal objetivo é promover a conscientização e o acesso à educação. “Na questão da educação ainda estamos engatinhando, por isso é importante a luta neste sentido”, enfatiza.

Nesta fala de Ione, ponto para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) em Poços de Caldas, que atende 570 pessoas, entre elas 57 com Síndrome de Down e realiza hoje uma programação especial para o Dia da Síndrome de Down, com comemorações, gincanas e uma reflexão para a sociedade.



Neste ano, o tema da campanha da data é “Vivendo nosso presente, construindo nosso futuro”, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, sendo que a data foi escolhida pela Associação Internacional Down Syndrome Internacional em alusão aos três cromossomos no par de número 21 (21/3) que as pessoas com síndrome de Down possuem.

Para a vice-presidente e terapeuta ocupacional da Apae em Poços, Andreia Marcondes de Assis, o desafio é encontrar oportunidades para os portadores da síndrome. “Dentro da instituição valorizamos muito esta questão das oportunidades, porque observamos que se eles têm chance de mostrar as habilidades e capacidades, desempenham isso com muita eficácia”, declara. Ainda de acordo com ela, a legislação brasileira é bem favorável no que diz respeito à contratação de pessoas com deficiência, no entanto, a luta vai adiante. “Achamos que a legislação nos favorece muito, por outro lado, ficamos muito felizes quando as empresas realmente abrem espaço acreditando nos portadores de síndrome de Down e não apenas para cobrir cotas”, dispara.

Por isso, a associação faz um trabalho multidisciplinar com os portadores da síndrome. Segundo Andreia, existe o trabalho com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pedagogia, enfermagem e serviço social. “Eles recebem todo apoio necessário para um desenvolvimento saudável e não tem custo. A pessoa fica pelo tempo que for necessário, muitas frequentam a Apae e outras escolas também, mas é importante ressaltar que muitos também estão incluídos socialmente. Temos alguns já adultos, que estão trabalhando, namorando e são independentes. Atuamos muito em busca disso”, salienta.



Para efetuar todas estas propostas, hoje acontece, em todo o Brasil, celebrações quanto ao Dia Mundial da Síndrome de Down. Em Poços de Caldas, a partir das 7h30, na sede da Apae, acontecem as comemorações, com a presença dos alunos, dos pais e responsáveis e da comunidade.



Serviço – Para saber mais sobre o trabalho da Apae em Poços de Caldas, visite o site http://www.apaepocosdecaldas.org.br. Para conhecer o trabalho social feito por Ione Nadu, visite o blog http://21ocromossomodoamor.blogspot.com.br/

terça-feira, 20 de março de 2012

Jornalista Jéssica Balbino participa do 2º Palco Hip-Hop



Programação inclui debates, lançamento literário, oficinas e shows

O projeto “Palco Hip Hop” prepara sua segunda edição em Belo Horizonte, trazendo importantes nomes da área para participação em debates, oficinas de formação, palestras e shows. Assim como na edição anterior, que reuniu mais de seis mil pessoas, o objetivo é promover a cultura Hip-Hop, mostrando que o palco é a periferia, onde se misturam morro e asfalto, artistas e público, que tem a oportunidade de conhecer de perto os artistas que mobilizam as comunidades. Em 2012, serão realizadas duas edições, sendo a primeira do Morro das Pedras, de 26 a 29 de março (segunda a quinta-feira), com entrada gratuita.

Na primeira etapa, de 26 a 28 de março, na Escola Municipal Hugo Werneck, as oficinas incluem ensino de graffiti, reciclagem e dança de rua. Em discussão nos debates estão os temas “Hip Hop – Essência, Desenvolvimento e Atualidade”; e “A Mulher e o Hip Hop”.



A programação inclui o lançamento do livro “Traficando Conhecimento”, da jornalista e escritora mineira Jéssica Balbino, militante do movimento Hip Hop, representante da nova literatura marginal brasileira.

Seu amor pela escrita vem desde a infância, mais tarde Jéssica conheceu o Hip-Hop uniu as duas paixões e passou a fazer parte da literatura marginal, como consumidora e principalmente como escritora dando uma colaboração importante para a cultura, a jornalista é também autora do livro “Hip-Hop – A Cultura Marginal” que está disponivel na internet [baixe aqui], o obra mostra toda a evolução do Hip-Hop em todos os seus quatro elementos e ainda trás o elemento literatura como sendo um extra para a cultura Hip-Hop.

A escritora participou de publicações como o livro “Pelas Periferias do Brasil – vol. 1″ (2007), “Poesias para o trabalho” (2010), “Poetas do Sarau Suburbano Convicto – Ritmo e Poesia” (Ponteio,2011) e “Pode Pá que É Nóis que Tá” (Um por Todos, 2012).

O show de encerramento desta etapa ocorre no dia 29, às 19h30, no palco do Sesc Palladium, reunindo os mineiros DJ Junin Bumbep, MC Vinição convida U-gueto, KDU Dos Anjos, Kontrast, Julgamento, Spin Force Crew (Break), Djs Ressonantes, Duelo De MCs, Graffiti: Ed-Mun,Dágson Silva e Raison Lucas e o convidado Rappin Hood.


Veja teaser do evento Palco Hip-Hop




Kaion no Black TV da All TV no sábado

Músico de R&B é o entrevistado no Black TV deste sábado

No próximo sábado (24-03), o músico Kaion é o entrevistado do programa Black TV, da All TV.
Com o recém-lançado clipe "Você me faz bem" que tem a direção de Vras77, Kaion falará sobre o novo álbum, que chega às ruas ainda este semestre e traz as produções assinadas por DJ Hum, além de várias participações especiais, entre elas, a de Tony Tornado na canção "Viver sem Você", um dos hits bastante elogiados pela imprensa especializada em black music.




Serviço - Para acompanhar o programa, sintonize pelo site www.alltv.com.br

sábado, 3 de março de 2012

Kaion é destaque no site Rolling Soul


Novo videoclipe de Kaion aparece junto com Criolo e Kamau no site Rolling Soul

O site Rolling Soul, especializado em notícias da black music publicou, na última semana, uma reportagem sobre os lançamentos da cena nacional, entre eles, o videoclipe "Você me faz bem" do Kaion.
Lançado na terça-feira, o clipe tem arrancado elogios de especialistas e admiradores da música negra no país.
Com direção de participação da bailarina Thati Lira e produção musical de Dj Hum, o novo trabalho precede o lançamento do disco "Você me faz bem" prevista para ainda este semestre.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Lançamento do livro “O Hip-Hop Está Morto!” reúne diferentes gerações da cultura


Evento é marcado por pocket shows e debates sobre a cultura hip-hop entre diferentes gerações

por Jéssica Balbino

Noite de quinta-feira (1º), cerca de 100 pessoas reunidas no Centro de Referência da Juventude, na Estação Jovem no centro de São Caetano do Sul, no ACB Paulista.



Armado com o livro, Toni C. disparou a informação: “O Hip-Hop Está Morto!” e assim, mais uma noite entrou para a história da cultura hip-hop, que paradoxalmente, vive. E pulsa. E faz acontecer.
Com menos de três anos, a pequena Duda Araújo Landim se sente extremamente a vontade em meio aos livros. É assim desde que nasceu, visto que a mãe, Mirela Araújo, faz questão de ler para ela, levá-la a saraus e eventos literários. “É gratificante vê-la tão envolvida com a literatura já, desde cedo, até porque, ela é o futuro do hip-hop. Temos que formar mais leitores para assim termos mais escritores”, destaca Mirela.

E durante o lançamento de Toni C. não foi diferente. Em meio aos livros, Duda se sentiu muito à vontade. Da mesma forma que o MC Cauan, de apenas oito anos, que esteve no evento e participou de um pocket show. “O Cauan se diverte muito em eventos como este. Ele já gosta muito dos livros e se sente todo orgulhoso por estar nele, por fazer parte da história do movimento hip-hop no Brasil. Isso é um ponto importante, visto que o acesso à literatura para o gueto ainda é algo muito recente. Todo mérito ao Toni C, por escrever algo que interessa a população periférica”, pontua o pai do MC Cauan, Junior, do grupo Vigilantes MCs.



Uma atividade cheia de surpresas marcou a noite. A abertura foi feita por um grupo de dança, resgatando os primórdios do hip-hop no Brasil. Na sequência, trouxe literatura em dose dupla. Além de um pocket show, o rapper Renan Inquérito também autografou o recém-lançado #PoucasPalavras – livro de poesias concretas, ilustrações e fotografias .

“Foi muito gratificante estar presente no primeiro de muitos lançamentos deste livro que considero uma obra prima da nossa literatura. Muitas pessoas passarão a respeitar e entender melhor o hip-hop depois dele”, pontua Renan Inquérito, que demonstra, há tempos, a admiração pela literatura contemporânea, tanto que no videoclipe #PoucasPalavras homenageia os escritores atuais e entre eles, neste tributo, Toni C..



Organizado por Beto Teoria, da Nação Hip-Hop Brasil e Mariana Perin, responsável da atividade pela Estação Juventude, o evento aconteceu, propiciamente na Estação Jovem e teve como mestre de cerimônias o músico Arnaldo Tifú. “O local não poderia ser mais apropriado. É um espaço de juventude, que fica em cima da estação rodo-ferroviária de São Caetano. Embaixo passam veículos públicos que transportam nosso povo e aqui, agora, lançamos um veículo de informação”, dispara o autor da obra, Toni C.


A prova do acesso é que pessoas da comunidade puderam debater com representantes de entidades juvenis como UEE e Orpas, que saúdam iniciativas como esta. Não por acaso, parte do conceito do livro pode ser resumida numa das frases do autor, durante o encontro. “Temos que formar a próxima geração”, diz, entre outras provocações para um público experiente, que acolheu com entusiasmo a proposta do romance.


O complemento chega pela fala de Renan Inquérito, ao tecer comentários sobre o lançamento. “Posso considerar uma noite atípica, onde jovens da periferia se reuniram para falar sobre literatura e o que é melhor, num espaço público, nosso. Espaços estes que precisam ser cada vez mais ocupados por nós. Para dizer em poucas palavras, a noite de ontem provou que o hip-hop não está morto. Uniu o MC Cauan e o King Nino Brown, as duas pontas do hip-hop brasileiro. Um com oito e o outro com 50 anos. Foi um encontro de amigos e também um encontro de gerações que dizem por si só”, considera.



Artistas, militantes e pessoas envolvidas com a cultura hip-hop também estiveram presentes, como o já citado King Nino Brown, que responde pela Zulu Nation no Brasil, Enézimo, Dj Nato PK, do selo Pau de Dá em Doido, o produtor Krazi, o jornalista Fábio Féter ($istema Racional) e o Dj Bola 8 (Realidade Cruel) foram alguns dos que marcaram presença, fortalecendo a história da cultura no país.

Quero tornar cada lançamento deste livro um debate sincero e atual sobre o hip-hop, nosso rumo e trajetória”, propõe Toni C., que iniciou nesta semana uma maratona de lançamentos que percorrerá vários pontos de São Paulo, cidades do interior e outros estados.

Serviço – O próximo lançamento acontece neste sábado (3) a partir das 17h na Casa da Preta, localizada a rua Inácio Pereira da Rocha, 293, Vila Madalena. Para saber mais sobre o livro e os lançamentos, acesse o site: http://www.literarua.com.br/morto/






Renan Inquérito durante recebimento de medalha pelo trabalho com hip-hop



Homenagem da Câmara Municipal de Nova Odessa - SP

fotos: Márcio Salata

Com 27 anos, o rapper, poeta e geógrafo Renan Inquérito foi o destaque da Câmara Municipal de Nova Odessa - SP - cidade onde vive - na noite de quarta-feira (29), durante o recebimento da detalha Dr. Carlos José Arruda Botelho em razão dos relevantes serviços prestados à cidade.
O mais novo a receber a condecoração, Renan Inquérito chamou a atenção por conta dos trabalhos feitos envolvendo cultura, há mais de 10 anos, tempo em que está a frente do grupo Inquérito.
Música, entretenimento, campanha de combate ao alcoolismo, incentivo a leitura, oficinas e workshops com crianças e adolescentes, inclusive em conflito com a lei foram alguns dos pontos que levaram o vereador Vagner Barilon a indicá-lo para esta homenagem.

Vereador Vagner Barilon e Renan Inquérito durante recebimento da medalha


Renan Inquérito

A frente do grupo Inquérito desde 1999, Renan pratica, hoje, o conceito empregado no disco mais recente - MUDANÇA - e por meio dos videoclipes Um Brinde gerou uma ação realizada em mais de 200 pontos de todo país e cinco no exterior e com o projeto #PoucasPalavras, que inclui um clipe e um livro tem percorrido o país com oficinas, workshops, palestras e shows.
Para 2012, prepara o documentário "Cada Canto Um Rap, Cada Rap Um Canto", tratando das regionalidades presentes em áreas distintas do país.