por Jéssica Balbino
para o Jornal Mantiqueira
Poços de Caldas, MG, 05/05/12 - “A arte mudou minha vida completamente”. Esta é uma das afirmações que pontuam a fala do açougueiro Luiz Amorim, 47 anos, que criou o primeiro açougue cultural do mundo e hoje, 12 anos após a implantação de uma biblioteca comunitária em meio às carnes, é uma Organização Não Governamental (Ong) que realiza ao menos cinco grandes eventos por ano em Brasília-DF.
Amorim foi alfabetizado aos 16 anos e leu o primeiro livro aos 18. De lá para cá, não parou mais. Convidado para o 2º Encontro de Educação do Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços), o açougueiro, bastante inspirado pela literatura e o pensamento grego, confessa que tornou-se ávido por cultura desde quando foi contratado, aos 12 anos, por um pequeno açougue, também em Brasília. Após ter sido engraxate e vigia, passou a morar nos fundos da loja, onde lia para passar o tempo e acabou apaixonado pelos livros e pela arte. Chegou a ler entre 10 e 15 livros por mês.
Desde 1994, Amorim divide-se entre os livros, a paixão pelo trabalho e pela arte. Quando montou a própria loja, instalou uma estante com 10 livros para fazer empréstimos e arrecadar doações. Daí surgiu o Açougue Cultura T-Bone, que tem uma história marcada por tentativas de destruição, inclusive o fechamento pela Vigilância Sanitária (Visa), que alegou problemas de higiene um ambiente com livros e carnes.
Contudo, todas as dificuldades foram dribladas e hoje o projeto conta com o patrocínio da Petrobras e no final de 2002 abriu uma biblioteca comunitária na SQN 712/13, uma casa com mais atividades culturais e 45 mil livros à disposição da comunidade.
Amorim foi alfabetizado aos 16 anos e leu o primeiro livro aos 18. De lá para cá, não parou mais. Convidado para o 2º Encontro de Educação do Festival Literário de Poços de Caldas (Flipoços), o açougueiro, bastante inspirado pela literatura e o pensamento grego, confessa que tornou-se ávido por cultura desde quando foi contratado, aos 12 anos, por um pequeno açougue, também em Brasília. Após ter sido engraxate e vigia, passou a morar nos fundos da loja, onde lia para passar o tempo e acabou apaixonado pelos livros e pela arte. Chegou a ler entre 10 e 15 livros por mês.
Desde 1994, Amorim divide-se entre os livros, a paixão pelo trabalho e pela arte. Quando montou a própria loja, instalou uma estante com 10 livros para fazer empréstimos e arrecadar doações. Daí surgiu o Açougue Cultura T-Bone, que tem uma história marcada por tentativas de destruição, inclusive o fechamento pela Vigilância Sanitária (Visa), que alegou problemas de higiene um ambiente com livros e carnes.
Contudo, todas as dificuldades foram dribladas e hoje o projeto conta com o patrocínio da Petrobras e no final de 2002 abriu uma biblioteca comunitária na SQN 712/13, uma casa com mais atividades culturais e 45 mil livros à disposição da comunidade.
“A pessoa que sabe ler e não consegue ler nem um livro por mês não sabe o mal que está fazendo”, afirma, ao responder uma das perguntas referentes a um outro projeto, também implantado por ele no Distrito Federal, que disponibiliza livros nas paradas de ônibus da cidade, o Parada Cultural – Biblioteca Popular 24 horas.
Questionado sobre a possibilidade dos livros ficarem estragados pelo manuseio ou mesmo serem furtados, Amorim não poupa palavras para dizer o quanto prefere ver um livro circulando entre leitores do que “aprisionado” na estante. “Se um livro rodou um ano e 10 pessoas leram, já valeu mais do que ficar um ano na estante de um apartamento, conservado no ar condicionado”, salienta.
Assim, entre idas e vindas, o Açougue T-Bone conta hoje com seis funcionários e, segundo Amorim, é importante que todos os funcionários leiam. “Naturalmente eles foram pegando o gosto pela leitura e quando não estão trabalhando com as carnes, me ajudam com o trabalho cultural. Uma coisa é vinculada à outra e não tem como ser diferente”, finaliza.
Questionado sobre a possibilidade dos livros ficarem estragados pelo manuseio ou mesmo serem furtados, Amorim não poupa palavras para dizer o quanto prefere ver um livro circulando entre leitores do que “aprisionado” na estante. “Se um livro rodou um ano e 10 pessoas leram, já valeu mais do que ficar um ano na estante de um apartamento, conservado no ar condicionado”, salienta.
Assim, entre idas e vindas, o Açougue T-Bone conta hoje com seis funcionários e, segundo Amorim, é importante que todos os funcionários leiam. “Naturalmente eles foram pegando o gosto pela leitura e quando não estão trabalhando com as carnes, me ajudam com o trabalho cultural. Uma coisa é vinculada à outra e não tem como ser diferente”, finaliza.






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