Hip-Hop - A Cultura Marginal

Texto do livro de Jéssica Balbino é inserido em livro didático do Estado Rio Grande do Sul

TRAFICANDO CONHECIMENTO

Entrevista com a jornalista e escritora mineira Jéssica Balbino, militante do movimento hiP-hop, representante da nova literatura marginal brasileira

FEMININA EM FOCO

"Em meio a tantas armas que eles podem escolher no jogo real do “matar ou morrer”, o hip-hop escolhe a maior de todas as armas: a cultura. Uma cultura marginal, mas que não é propriedade dos grandes, não é da elite nem da burguesia. É a cultura de quem foi capaz de criá-la e levá-la adiante. É a cultura das ruas, do povo” (Jéssica Balbino)

PERIFERIA EM MOVIMENTO

Mineira multifacetada. Assim definimos Jessica Balbino, que é autora do livro “Traficando conhecimento”, jornalista e assessora de imprensa. Abaixo, uma entrevista que fizemos com ela.

Jéssica Balbino participa de livro coletivo de “Poetas do Sarau Suburbano”

Jéssica Balbino é jornalista e escritora, nasceu e vive em Poços de Caldas, mas permanece antenada com o que acontece pelas periferias do Brasil. O primeiro livro foi escrito com sua parceira Anita Motta,“Hip-Hop – A Cultura Marginal”. Ela também participou da coletânea “Suburbano Convicto – Pelas Periferias do Brasil”, organizado por Alessandro Buzo em 2007

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

CULTURA

Escritora inova literatura e realiza sarau em ponto turístico

Raquel de Souza promove lançamento do romance “Livremente Mara” e inclui sarau durante o evento






Poços de Caldas, MG – Para começar o ano de maneira cultura, a escritora Raquel de Souza realiza, no próximo sábado, o lançamento do romance “Livremente Mara” no hall das Thermas Antônio Carlos, com sarau de poesias.

O evento marca o encerramento do projeto “Livro Presente” que teve apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LMIC) com financiamento da Alcoa e da Construtora Etapa, onde mais de 400 livros foram distribuídos, gratuitamente, em três unidades educacionais de Poços de Caldas.

Mesmo sem querer, Raquel se adequou à literatura marginal e realizou um movimento singular nas escolas da cidade, distribuindo livros e promovendo saraus.
Por meio de projetos como Educação Para Jovens e Adultos (EJA), ProJovem e Brasil Alfabetizado,estudantes dos supletivos ganharam exemplares e muitos deles tiveram, pela primeira vez, contato com a literatura e com uma escritora.Em visitas às unidades, Raquel realizou ainda lançamentos dos livros com saraus de poesias e debates com os alunos, promovendo integração e o gosto pela leitura, desmistificando a máxima de que “brasileiros não gostam de ler”.









Ponto para a idealizadora, Raquel, que aos 31 anos se emociona ao ouvir relatos como o do aposentado José Messias do Carmo, 68 anos, que estuda na 5ª série do EJA e revela escrever, guardando os pensamentos e reflexões num caderno. “Ainda vou publicar meu livro”, comenta após agradecer o exemplar do “Livremente Mara” recebido das mãos de Raquel. “É maravilhoso o que ela está fazendo, ainda mais sendo ela a própria escritora e eu gosto muito de ler”, acrescenta, e surpreendeu a todos, quando, no sarau realizado durante a última semana na escola Irmão José Gregório, onde estuda, foi até a frente de todos e declamou uma poesia feita por ele e ainda presenteou a escritora com os versos.

Engajada na distribuição, a escritora somou a vontade de distribuir cultura ao projeto Leia, e na véspera do Natal distribuiu, em três bairros da cidade, exemplares do volume escritor por ela mesma.



O romance

O livro é um romance sobre uma adolescente que se descobre enquanto passa férias numa fazenda do interior. Ao melhor estilo Clarice Lispector, a escritora brinda o leitor com sua primeira obra e já propõe profundas reflexões.
Mara é o nome da personagem, que entre as peraltices da infância e as emoções adolescentes, desperta para a vida.

Diante da leitura, os estudantes que ganharam o livro manifestaram o desejo de escrever as próprias histórias.

Estudante de psicopedagogia, a autora agarra a oportunidade de contribuir culturalmente com as periferias da cidade onde vive, no sul do estado de Minas Gerais.

“Quando eu dava aula para o EJA, como professora de redação e literatura, percebi que tínhamos pouco tempo para trabalhar o gosto pela leitura nas escolas. O projeto visa sanar um pouco dessa deficiência e algo interessante é ir às escolas, com o livro nas mãos, mostrando-os aos estudantes. Nota-se um fascínio enorme e muitas vezes, falta isso, colocar o livro assim, de forma acessível. E se dermos um livro e trabalhá-lo?”,indaga Raquel, que, por cansar de questionar, resolveu ir à luta e promover, em locais carentes, o acesso à cultura.

Serviço – O lançamento acontece sábado (29) ás 17h no hall das Thermas Antônio Carlos, localizada a rua Junqueiras, s/n, centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 8864-7806.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

BILHETINHO

"Me escreva antes que eu me vá. Nem que seja um bilhetinho. Gostaria muitíssimo de levar a tua bênção, ou uma força qualquer - boas vibrações"

(Caio Fernando Abreu)




A frase do Caio Fernando Abreu me faz pensar no quando é importante externar o amor ! Dizer o que sentimos. E mais, DEMONSTRAR isso. Não adianta apenas dizer "te amo", mas não fazer nada para que a pessoa SINTA isso !
Isso me faz lembrar um grande amigo (uma das pessoas mais mágicas que já conheci), coincidentemente por conta do filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain".
Nas poucas vezes que nos vimos pessoalmente, ele fez gentilezas e mais, deixou bilhetinhos, escondidos em caderninhos, desparados na bolsa, sobre a mesa. Guardou presentinhos, deixou coisas pela casa, enfim, lembranças que eu sei, foram marcadas por alguém que me deseja BOAS COISAS !!!
Encantada e feliz por redescobrir sentimentos assim !
E Bee, vá com a minha benção. Esse é meu bilhetinho para você !!! "um bilhetinho azul"