terça-feira, 23 de abril de 2013
Mulheres representam a periferia em encontro poético no Flipoços
sábado, 20 de abril de 2013
Não me diga que tudo vai dar certo...
segunda-feira, 15 de abril de 2013
E o fim...
sexta-feira, 12 de abril de 2013
O que vale a pena?
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Nem triste, nem feliz: em PAZ !
"Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça.Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum."
Passei a vida inteira mendigando atenção e carinho de uma pessoa, que nunca me deu o que eu pedia. Até que um dia, não por maldade, mas por sinceridade, eu disse o que eu sentia. Essa mesma pessoa me cruxificou por isso. E disse que para ela eu tinha morrido. Não vou mentir. Doeu muito e ainda dói. Mas, não discuti. Não rebati. Não pedi nada além de perdão. Não lutei mais. E nunca mais mendiguei afeto dessa mesma pessoa. Que eu amava muito. Aceitei que ela não me queria. Que ela não me amava. E que, de fato, eu tinha morrido para ela. Assumi minha postura de quem já não existe mais. E a sensação hoje, anos depois, é de L-I-B-E-R-D-A-D-E ! Não posso dizer que estou triste, nem feliz. Mas estou em PAZ e talvez não exista sentimento melhor do que esse: Paz e liberdade. A justiça eu deixo por conta do tempo. Sempre ele, que é o responsável de tudo. Mas, fica também a ideia: não vale a pena mendigar por nada, nem por ninguém. Deixar a vida seguir e estar perto de quem realmente faz questão de você é o que importa. Quem não faz, é uma pena, mas, espero que essa sensação dure mais do que a carência e a necessidade de afeto e atenção.
quinta-feira, 28 de março de 2013
50 tons de preguiça
50 TONS DE PREGUIÇA
Não acho que o livro seja bacana, mas o li mesmo assim. Li porque fiquei curiosa. Li porque MUITA GENTE QUE NUNCA TINHA LIDO NADA estava lendo e comentando. Li para poder entender e ter uma opinião real sobre o assunto. Li porque sempre me interessei por BDSM e li para saber que o livro não tem NADA DISSO. Mas, não tiro o mérito da autora, que num país como o Brasil, onde as pessoas tem ORGULHO POR NÃO LER, conseguiu vender milhares de exemplares e fazer com que muita gente tivesse a coragem de comprar ou mesmo pegar emprestado, abrir e ler um livro...Por isso, não tiro o mérito do livro, embora concorde que está longe de ser a boa literatura. Mas, volto a repetir. Num país em que as pessoas se orgulham em não ler e que pouquíssimas pessoas fazem algo para mudar esta realidade, o livro é válido, sim ! É válido porque a partir dele a pessoa pode ter vontade de ler outras coisas e aí, mudar esse cenário lamentável.
Então, fica a dica ! Eu li ele e outros 67 no ano passado (vide lista:http://jessicabalbino.blogspot.com.br/2013/01/livros-lidos-em-2012.html) e também sou gorda, mas coloco na roda que não sou encalhada e manjo muito mais de BDSM e de KY do que 99% dos que postam comentários toscos sem ler o livro. Portanto, sou gorda, não sou encalhada, li '50 tons de cinza e o restante da trilogia), já me aventurei no mundinho obscuro do SM e deixo, pra vocês, a diversão mais leve, para que aprendem um pouco e passem a se divertir, quem sabe, com menos PRÉ-CONCEITO na cama: http://www.erosmania.com.br/default.asp?secao=sexshop&parc=1160&gclid=COq147O2n7YCFRMZnQodrj0ALg
É isso, 50 tons de preguiça com falta de conteúdo e preconceito de sobra !!!
quinta-feira, 21 de março de 2013
Estou praticando ser gentil, ao invés de ter razão
Não há 'happy end' e é muito próximo da realidade, onde as pessoas não são boas, tampouco legais. Onde o grande amor da sua vida vai pisar em você e você vai ser obrigado a conviver com isso (ou enlouquecer, como foi o caso do personagem), onde os laços e relações familiares são tão fragilizados quanto os de verdade. É um romance real. E por isso talvez seja bom. Talvez, a melhor parte seja a 'loucura' do personagem, pois ser louco, de certa forma, é ser livre. É poder dizer o que pensa, fazer o que sente vontade, ridicularizar-se sem ter a consciência - sua e dos outros - pra te apontar o que deveria ou não ter sido feito.
Contudo, como eu já disse, foi um livro que mexeu comigo. Que me perturbou. Que me fez pensar, mais uma vez, há algo que vem martelando há algum tempo: não há felicidade. Não há esperança e talvez não haja motivo pra seguir lutando. Faz tempo que eu não fico feliz. Feliz de verdade, completa, querendo que aquele momento dure pra sempre. Faz tempo que eu tô no piloto automático. Que eu acordo porque é preciso pagar contas. Que eu encaro 8 horas diárias (ou mais) de trabalho para poder pagar as contas. Contas que eu fiz comprando coisas das quais não preciso - e não uso durante as madrugadas que passo acordada tentando encontrar e encaixar as peças desse quebra-cabeças gigante chamando vida -. Faz tempo que não sinto aquele fiozinho que as pessoas chamam de esperança e que faz a gente vibrar ao pensar que no futuro as coisas darão certo. Não, elas não vão dar certo. As coisas não vão ficar bem. As pessoas vão morrer antes da hora, você vai se machucar, amar as pessoas erradas, ser rejeitado por quem você mais se dedica, implorar atenção de quem te ignora, ser cobrado por coisas que não te dizem respeito, ser sugado por um sistema que te enxerga como número, ser tragado pelo mundo que está pouco se fodendo pro que você sente. E por mais que eu fiquei indignada com a porção de injustiças que há no mundo e tente espalhar alma e poesia pelas ruas, eu tô cansada.
Cansada de estar sozinha, de lutar sozinha, de receber muito mais nãos do que sim, de amar quem me despreza, de correr atrás de coisas inatingíveis, de ler infinitos livros e teses e não conseguir ler as pessoas. De contar cada vez menos amigos de verdade a minha volta. De saber que não há ninguém com quem se possa contar e que o Sérgio Vaz está mais do que certo quando diz: 'Quando o bicho pegar, você vai estar sozinho. Não cultive multidões'. Pois é, tô cansada em trabalhar durante os dias de chuva. E também durante as manhãs de sol. E quando eu digo trabalhar, me refiro a tudo. Ao fato de ter que buscar, de alguma forma, força pra chegar no final do dia, ou pra encarar as madrugadas sombrias, que me dão vontade de não existir mais.
Deus? É complicado ter fé e mais uma vez como diz o Sérgio Vaz, eu me esforço para que ele acredite em mim. E quando todos os dias passam a ser iguais e as emoções também - as variantes são cada vez mais cansaço, cada vez menos fé, cada vez menos vontade - as pessoas se afastam e o sentido fica cada vez mais distante. Os sonhos também. Afinal, sonho guardado não faz milagre nenhum.
Mas também cansei de reclamar, pedir ajuda, gritar. Tentar mudar o mundo. Cansei de sonhar e ver tudo que eu sempre luto pra alcançar cada vez mais distante. Cansei de ser coadjuvante da minha própria vida. De servir e não ser alimentada nunca. Cansei. E cansaço é a palavra que me define hoje. O lado bom da vida é que eu ainda escrevo. E venho aqui, e mais uma vez, discretamente, envio um sinal de socorro. Um pedido de ajuda. Um grito, mesmo abafado, para que algo mude, que as coisas se movimentem, que os sonhos entrem em foco, embora eu acredite cada vez menos nisso e cada vez mais que os karmas nos prendem a coisas que não gostamos e que não viver, simplesmente é mais fácil. Se tudo acabasse agora, faria mais sentido. E tenha medo se um dia eu nem escrever mais. Se o twitter deixar de ser divã e se o facebook deixar de ser alvo de compartilhamentos em que eu peço ajuda. Ainda que discretamente. Tema também se eu não me manifestar mais. Tenho preguiça de continuar vivendo para continuar me desiludindo. É simples assim. Tenho preguiça de viver porque viver é sofrer e talvez dormir pra sempre seja menos doloroso do que o peso de todos os tipos de rejeição da vida.
É isso !!!
"Discretamente, enviei sinais de socorro aos amigos. Ninguém ajudou. Me virei sozinho' (Caio Fernando Abreu)
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
'E se aparentemente não tiver solução? Tenha fé'
E o mais bacana disso tudo: lutar por algo justo e humanitário e por mais que pareça loucura, que te façam desistir, que tentem te comprar, que tentem te fazer abandonar, te matar, matar as pessoas que você ama. O que vale é não desistir. Existe algo maior, talvez alguma força, que nos guia e nos leva em direção a este sonho. Exatamente este, que parece o mais absurdo do mundo, mas é o que aquece seu coração e te mantém acordado para realizá-lo.
Não perder a calma, mesmo em situações limites. Acreditar sempre e guiar-se pela verdade. Não a dos outros, mas a sua. As pessoas vão te trair, vão te decepcionar, você também vai se decepcionar consigo mesmo. Mas, seguir e lutar por o que mantém seu coração aquecido é a missão.
E embora possam parecer obviedades, às vezes deixamos de prestar atenção em coisas tão pequenas. Vamos ter, o tempo todo, a chance de empunhar armas. Cabe a nós decidir como vamos usá-la. Podemos nos guiar também pela razão e pelo coração. Equilibrá-los é o desafio.
Nada será mais importante do que a família e as pessoas que estiverem contigo, prontas para salvá-lo ou para sacrificarem-se, se isso significar que você pode caminhar em direção ao seu sonho.
Grande parte das pessoas se tornarão ou não amigas a partir de momentos de crise e isso determinará que vai permanecer. Algumas entrarão em nossa vida a partir das situações mais adversas, mas isso não significa que elas sejam ruins. A sinceridade, o perdão, a vontade de mudança e honestidade vão acontecer ao longo dos obstáculos e se alguém é capaz de se sacrificar por você, essa pessoa te ama. Simples assim. E são estas pessoas que estarão contigo para sempre. Nesta ou quando você partir. E o que valerá será apenas a luta, os dias sofridos, as coisas que você teve que abrir mão para chegar onde está hoje e que possivelmente terá que abrir ao longo dos dias, para tentar alcançar o sonho. Mas por fim, nada é mais importante que o seu sonho.
Na série, a vontade era de justiça. E a sua, qual é?!
Eu sei como vai ser daqui para frente: nenhum inocente pagará pelo que não fez. E eu? Sigo fazendo, afinal: todo ser humano é culpado do bem que não fez. 'E se aparentemente não tiver solução? Tenha fé'
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
E eu não sei dizer se eu fiquei mais forte ou se eu morri também
Neste dia 19 de fevereiro faz seis anos que a minha melhor amiga se foi e por mais que eu poste aqui, no Facebook ou em qualquer outro lugar, a saudade só aumenta, a dor nunca passa e imagina ferida aberta?! É como se todos os dias alguém botasse o dedo ali. Continua machucando e incomodando e às vezes eu acho que vai ser pra sempre.
E quando eu sinto falta de clichês como 'se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar, que tudo era pra sempre?! Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba....'
Pois é !!! Neste caso acabou e por mais que eu tente falar ou explicar a minha saudade, a falta que eu sinto, a minha dor, tento a sensação de que ninguém consegue entender, afinal, o mecanismo é julgar e condenar sem saber a história das pessoas ou o que elas são verdadeiramente. E talvez por isso você tenha sido tão importante (é, nunca vou perder a mania de escrever em primeira pessoa como se você pudesse me ler...). E acho que você foi tão importante porque nunca me julgou. Por que eu nunca te julguei. Nunca nos condenamos pelo que éramos, mas sempre nos apoiamos para sermos o melhor que poderíamos. E deu certo. Por todo o tempo em que estivemos próximas, deu certo.
Você nunca se importou com a minha bipolaridade, com a minha hipersensibilidade, com o meu excesso de carinho, com a minha loucura. E eu nunca me importei com o seu sem número de defeitos, porque enxerguei para além do que podemos ver nestas fotos, além do que captamos externamente.
No último dia 13 fez 10 anos que nos conhecemos, que entramos na faculdade e embora não pareça, tanta coisa mudou. Deste as metamorfoses físicas, até aquilo que sou. E nestes últimos seis anos, fiquei pensando em como as coisas avançaram tecnologicamente e em como você não conheceu tanta coisa - tanta rede social - que hoje faz parte do nosso dia a dia e que não nos imaginamos sem elas. Mas eu me imaginaria e trocaria tudo para voltar um dia - só um -, tipo o livro 'Por mais um dia' e poder lhe dizer o quanto sinto sua falta, o quanto errei, o quanto aprendi, o quanto mudei e o quanto eu gostava de vocês e acho que nunca consegui demonstrar como deveria.
Fico pensando no tanto de coisas que planejávamos e no tanto de coisas que eu tive que fazer sozinha. E a pior parte foi não ter pra onde voltar, não ter um ombro como o seu pra chorar, não poder te ligar e perguntar o que fazer.
E eu não sei dizer se eu fiquei mais forte ou se eu morri também
Nestes seis anos também perdi muita gente, muita coisa importante, muita coisa que foi ficando pelo caminho e eu não sei - nem sei se quero - como recuperar. Muita gente que está viva, mas mais distante do que você, que já se foi. E aí eu penso em tantos amigos que tiveram a chance de escrever uma história tão bonita, mas por nada ou por pouca coisa, resolveram deixar pra lá e se afastar, simplesmente porque é uma equação mais simples do que insistir, do que vestir-se com humildade, pedir perdão e perdoar. E se eu disser que não me importo, estarei mentindo. Eu me importo. Uma pessoa a menos, é sempre uma vida a menos e isso não é bom. Mas gente vazia enchendo espaço também não rende. Enfim, ás vezes eu ainda gostaria de pensar que apesar de tudo, apesar de todas as merdas, eu ainda tinha você, tinha nossa amizade, tinha pra onde correr e pra quem chorar. Ou ainda, com quem rir, com quem comemorar, com quem planejar, com quem trabalhar.
É triste pensar que coisas tão boas e importantes ficaram pra trás e algumas, como a falta que você me faz, é impossível de se desfazer. Tento ser melhor. Continuo errando pra caralho, mas quero ser melhor. Quero aproveitar cada dia, quero dizer as pessoas como elas são importantes pra mim, quero que elas saibam e sintam isso, quero que não existam dúvidas, quero amar, quero fazer planos, quero sonhar e quero realizar. Quero trabalhar e quero ter a mesma sintonia que eu tinha com você. Quero poder ser eu mesma, sem precisar fazer tipo, carão e mesmo assim ser respeitada e amada. E queria um sem número de coisas que eu só vou ficar querendo, porque são tão impossíveis quanto te dizer tudo isso.
Enfim, é só um desabafo, naquele momento - o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser - em que você não tem mais como ou o que fazer. Todos os recursos já foram esgotados e não há volta.
Há tanta coisa que eu queria te contar, há tantos planos profissionais, pessoais, tantas pessoas que eu conheci, tantas pessoas que se foram, tanta gente que eu sinto falta, tanto, tanto, tanto. E que é um tanto só meu e talvez seja esse transbordar de sentimentos em ter pra onde escoar que me deixa cada vez mais triste, cada vez mais sem vontade de seguir, cada vez mais desanimada. E não que eu queira, mas porque não sei qual seria o remédio.
Talvez a falta de uma amizade assim. Talvez um simples torpedo no cel. Um torpedo me zuando numa festa junina. Um pássaro oriental feito de papel. Uma certeza de que tudo ficaria bem porque você estaria comigo independente de qualquer coisa - mas você não está mais, que porra ! E eu não posso fazer absolutamente NADA pra mudar isso. E talvez seja essa sensação de impotência diante de certas situações - como a sua morte - que me deixam cada dia mais triste e desanimada.
Queria poder te contar que eu tô doente - cada dia mais - e que não sei como fazer pra melhorar. E que por mais que eu me esforce, não vejo resultados. E isso me doi e me deixa ainda mais doente, porque é horrível acordar com dor, ir trabalhar com dor e voltar para dormir com dor. E é uma dor que nunca passa e soma-se a outra, pior ainda. E que pena que outros amigos, mesmo vivos, também já se foram :(
Queria te contar que perdi pessoas importantes, que meu gato morreu e que eu ainda sinto o cheiro dele pela casa e a falta dele. Assim como eu sinto a sua. Que eu penso ter visto ele na caixinha dele, assim como eu pego o telefone pra te ligar ou te procuro online no meu msn até hoje, porque eu nunca tive coragem de deletar e durante muito tempo liguei pro seu número só pra ouvir sua voz na gravação.
E queria ainda que você soubesse que eu já não lembro mais com tanta nitidez como era sua voz, sem ter que recorrer aos nossos vídeos e gravações. E queria que você soubesse que isso machuca muito.
Queria que você soubesse que as pessoas que me conhecem hoje não imaginam que a minha melhor amiga morreu e que eu nunca superei isso. E que psicólogo ou psiquiatra nenhum conseguem perceber essa dor. E que todos os meus outros amigos não entendem como é essa dor. Como é perder alguém e não poder fazer nada a respeito, mas, ainda sim, ter que continuar.
Queria que você soubesse que eu não choro mais na frente das pessoas quando elas falam de você, mas eu chego em casa e passo noites inteiras lembrando de tudo e tentando organizar as coisas na minha. Queria também que você soubesse que é INSUPORTÁVEL voltar na faculdade. Que eu ODEIO quando dizem: lembra da nossa turma na faculdade?! Por que a nossa turma, PORRA, era você. Porque a minha turma era você e ninguém sente a sua falta como eu sinto. E ninguém entende como é foda estar no meio deles e não poder fazer uma piada que fosse só nossa, como eles fazem. E que eu me sinto o peixe fora d´água sempre. E que era melhor ser patinho feio com você. ODEIO quando me dizem para deixar ir, simplesmente porque eu não consigo. Não dá pra ser simples assim. Embora pareça...
Enfim, queria isso... queria tanta coisa. Queria que o ar parasse de faltar quando eu lembro de você. Queria que você não tivesse morrido. E será que é pedir muito pra Deus que não tire a sua melhor amiga quando você tem 21 anos e ela 25 e vocês acabaram de se formar, tem um livro no forno e um sem número de projetos pra realizar?!
É pedir muito que você tenha sempre sua melhor amiga a seu lado e que na melhor época pra curtir os quatro anos ralando na faculdade - e usando a mesma calça jeans porque não existia grana pra comprar outra - você tenha a pessoa que sofreu contigo esse tempo do seu lado?!
Será que seria muito?! Nunca vou entender. Nunca vou superar. Nunca vai parar de doer e de me sufocar. E que merda de mundo é esse que eu não posso nem ter a minha melhor amiga perto?! Que merda é me sentir impotente e interrompida e não poder mudar nada. Nada que eu faça: sair, beber, me divertir, viajar, curtir, trabalhar, transar, despirocar vai curar, vai melhorar, vai fazer com que essa ferida cicatrize. Nada. E é isso que de repente eu gostaria que as pessoas entendessem. Sem perguntas, sem conselhos. Que agissem com amizade. Apenas isso. Um abraço ou um pequeno gesto - como um telefonema, um sms, um inbox, ou o equivalente tecnologico - já resolveria. E é difícil continuar. É difícil ignorar essa dor. E espero que algum dia eu volte a sonhar com você e possa te dizer uma parte disso. Mesmo que em sonho. "Quem sabe um dia a gente se tromba, nem que seja sonhando, pra eu te dar o abraço que ficou faltando".
Dois anos de MUDANÇA com o projeto "Um Brinde"
| Cena da gravação do clipe em Campinas (SP). Foto: Márcio Salata |
Dia de comemorações, de lembra que há exatos dois anos dávamos início a uma ação que ganhou o país e até mesmo locais do exterior e que começou com uma conversa informal, uma estratégia sobre qual a melhor data para lançar um videoclipe que invade esferas como saúde, educação e trânsito. Sem falar, é claro, na arte e na cultura. O "Um Brinde" nasceu assim, e em poucos dias, fizemos todo corre para gravar uma chamada, autorar um DVD, colocar um menu, traduzir a letra toda para o inglês, gravar e imprimir o DVD, fazer capinhas pra ele, organizar lançamentos, enviar os discos para todos os pontos do Brasil e estar presente em boa parte das ações e lançamentos. Foram mais de 200 pontos, mil DVDs distribuídos gratuitamente e um sem número de pessoas beneficiadas pela ação.
| Em algum momento das discussões do clipe. Foto: Vras77 |
Fora isso, recebemos prêmios, reconhecimento, olhares de gratidão e o mais importante: fizemos a nossa parte. Não por qualquer objetivo por trás, mas por abraçar uma causa e fazê-la com amor. Fazer a coisa acontecer no melhor estilo 'nós por nós'. E deu certo. Como o Renan Inquérito disse em uma entrevista: fizemos o que nenhum ministério fez. E posso ser polêmica e dizer que fizemos o que ninguém do hip-hop fez: entramos em locais que antes nos fechavam as portas, como Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores e a dos Deputados, além das escolas, presídios e festivais.
Pudemos falar para crianças, jovens, dependentes químicos, pessoas em conflito com a lei, o público do rap, do rock, do reggae, do samba, enfim. Falamos uma língua única, porque foi dita e feita de coração.
Hoje - 18 de fevereiro - chegamos há dois anos da ação e ela não para. Recentemente foi premiada pelo edital Agente Jovem, do Ministério da Cultura, reconhecida como uma das ações de transformação da juventude no país. E a luta continua. Ela segue a cada dia, a cada execução da música, a cada play no vídeo, a cada pessoa que nos procura e pede uma ação referente ao projeto.
Sou muito feliz e orgulhosa por fazer parte desta ação e por ter ajudado a escrever mais esta parte do hip-hop brasileiro de uma maneira prática. Não sei se dá para comemorar, mas é inevitável não ficar feliz ao saber que um projeto pode mudar a vida de muitas pessoas, como pude ouvir e presenciar nestes 730 dias de "Um Brinde".
Apesar de todos enroscos, de muitas brigas, discussões, desentendimentos... existe sempre muita amizade e cumplicidade e a eterna vontade de fazer MUDANÇA ;)
sábado, 5 de janeiro de 2013
Livros lidos em 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Num corte lento e profundo
Parafraseando o Caio Fernando Abreu, talvez seja apenas um envio de sinal de socorro aos amigos. Talvez seja uma tentativa. Talvez seja a última. Talvez.
Talvez seja urgente. Talvez não. Talvez seja só necessidade de descanso. De gente. De agito. De calmaria. De qualquer coisa que me dê alegria. Algum retorno. Que o bumerangue volte e traga algo.
Fiz sempre tudo certo e as coisas só deram erradas. Em menos de dois anos perdi tudo que eu levei a vida toda para conquistar. Não sei se foi minha culpa. Aliás, ela tem sido a única companhia, que me consome, dia após dia. Não há mais vontade. Tô desistindo e de repente esse pedido de ajuda nem seja para que as coisas se revertam, mas para que elas tenham um fim. Para que alguém me ajude, de fato, a acabar com tudo. Não quero continuar lutando. Estou, definitivamente, desistindo da missão. Não quero mudar. Não quero seguir. Quero parar e encerrar. Simples assim. Ou não tão simples, quando não se consegue o óbvio: desistir.
Não há mais graça em lutar. Não há mais o que esperar. Não há vontade. Não há desejo. Não há nada. Mas ainda há. A contradição. Há a contradição. E apenas ela, que é a única coisa que pulsa. e que de repente faz acreditar. Fiz tudo certo e só tive resultados errados. Na verdade, fiz errado. Mas me arrependi. Pedi perdão. Mudei. Tentei acertar. Fiz tudo de acordo com a lei de Deus. Com a lei dos homens. Com o meu coração. Me livrei das maldades. Dos pensamentos ruins. Dos comportamentos auto-destrutivos. Daquilo que atrasa. Tentei me livrar de tudo. Trabalhei honestamente. Paguei contas.
Fui fiel. Assumi erros, culpas. Fiz o que deveria ser o certo. Nada veio. Nada daquilo que eu quis. Que eu desejei. Que eu almejei. Que eu procurei veio. Não houve troca. E tudo um dia acaba. Assim como os recursos naturais. Estou esgotada. ex-gotada.
— Caio Fernando Abreu
terça-feira, 30 de outubro de 2012
E neste dia, se o mundo acabar, não vou ligar pra aquilo que eu não fiz
A vida não para, nem aqui, nem hoje e talvez, nem nunca. Quem sabe o futuro? Ninguém vence enquanto a luta não acaba, um dia como hoje é apenas uma vitória passageira (...)" [Sérgio Vaz]
E às vezes tudo que eu queria era con
Ás vezes os dias, os meses e os anos se tornam tão efêmeros e tudo que eu queria era comentar sobre uma roupa, rir de alguma piada que fosse só nossa, e te contar como a minha vida ta hoje, o porque eu to machucada, como eu tô me recuperando e como foi meu dia no trabalho...e sonhar, mas não só sonhar, colocar em prática tudo que a gente tinha em mente para dominar o mundo....
E inúmeras vezes eu me sinto tão tola por te escrever como se você pudesse ler, mas doi tanto que o ar falta e eu me pergunto se um dia essa dor vai passar e eu vou parar de perder o sono por madrugadas inteiras, conversando sozinha e te contando que hoje meu dia foi bom, mas seria melhor se no final dele eu pudesse contar com vc !
Essa foi a primeira foto que tiramos, em 2004 ! Pensa que fazem 8 anos e doi como se fosse hoje, e queima como se fosse hoje e traz tanta coisa boa que parece que fo
Olho pra mim e vejo como mudei, mas como algumas coisas permaneceram. Fico me perguntando como você estaria hoje, com quem estaria namorando/casada, quantos projetos teríamos juntas, quantas vezes por semana nos falaríamos, como eu te marcaria aqui no face em uma foto como ela, quantas vezes por ano viajaríamos, quantas vezes por dia eu me lembraria de você (e poderia te ligar, te chamar, te amolar)
E mais, que roupas você usaria, que livros leria, quantas vezes nos reuniríamos em churrascos, que músicas ouviria, em que festas iriíamos, o que nos faria rir hoje, o que nos faria chorar?
Mas são só suposições, imaginação e algo que não acontece. Não sei como seria se você ainda tivesse aqui. Nunca vou saber. Só sei que esta foto foi tirada em um dia feliz, em uma época em que éramos mais da metade sonhos e quase nada de realidade, mas arrisco dizer que éramos mais felizes e talvez, mais completas.
E ainda lembro exatamente do que você me disse neste dia: gosto de você assim, sem sofrer por amor. Continue. ;)
Cá estou, Kbça ! Sofrendo, sim...mas continuando...
SAUDADE !!!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Projeto Perifeminas contempla 50 mulheres com participação em livro coletivo
Imagine um livro inteiro só feito por mulheres. Agora imagine um livro inteiro feito por mulheres de verdade, que lavam, passam, cozinham, amam, vivem, trabalham e ainda militam nas causas femininas e nos direitos do ‘sexo frágil’. Ele é real. Trata-se do projeto Perifeminas, idealizado pela Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop (FNMH²).
Por meio de oficinas sobre a história do hip-hop, a mulher e a sociedade, redação e edição de texto, diferenciação de conteúdo, linguagem, gíria, gramática, ilustrações, marketing e publicação, 50 mulheres serão contempladas com a oportunidade de publicar seus contos, poesias e desabafos.
Surge, na história do hip-hop o primeiro livro feito inteiramente por mulheres. Nele, será possível ler as vivências, dramas e conquistas ligados a cultura urbana e ao dia-a-dia nas periferias. Todos os textos serão inéditos e a participação é gratuita.
Serviço – As inscrições estão abertas e vão até o próximo dia 31 de julho. As interessadas em participar do projeto podem escrever para projeto.perifeminas@gmail.com. Mais informações pelo telefone (11) 7839-8050 ou pelo site www.mulheresnohiphop.com.br
Programação*
- A história do hip-hop
- A mulher na sociedade
- Organizando as ideias/ Público alvo
- Diferencie seu conteúdo
- Linguagem: gíria, gramática e pontuação
- Redação/edição de texto
- O papel do autor/pesquisador
- Ilustradores, editor, marketing, livreiro
- Como publicar um livro
Cursos e palestras: Jéssica Balbino e Nereide Rocha
Ilustração: Riska e convidadas
Organização: Jô Mapoulas
- As oficinas estão programas para acontecer a partir de agosto no Espaço Mulheres no Hip-Hop, localizado a rua Jurupá,180, sala 6, Centro, São Paulo – SP.





























